Blog – Formação Política

FORMAÇÃO POLÍTICA

O Brasil precisa repensar o Brasil

Protestos ganharam as ruas
de grandes cidades brasileiras.

O caso do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, brutalmente assassinado no Rio de Janeiro tem muita coisa a mostrar. Não fosse os protestos da família seria apenas mais um caso de um negro morto violentamente – seja pela polícia, seja pelo bandido – neste país que se diz uma democracia racial. Teria passado em branco não fosse o grito dessa gente que não tem Estado que os acolha, embora paguem impostos, embutidos em tudo o que se consome e quase isento conforme a renda aumenta. Mostra também que tamanha brutalidade só pode estar escorada na expectativa da impunidade – apesar de ter uma das maiores populações carcerárias do mundo e manter preso gente que nem julgada foi. O Brasil precisa repensar o Brasil.

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A vacinação das crianças brasileiras está demorando mais do que o esperado. Motivo? Falta de doses e forte campanha contra a vacinação – desinformação da grossa correndo solta pelas redes sociais. Teve até empresário que bancou carro de som para alertar os pais contra os perigos de uma vacina que salva vidas. Parece brincadeira né? Mas não é!

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É ridículo como alguns países resolvem os seus problemas. Na Turquia, por exemplo, Erdogan resolveu o problema da inflação demitindo o chefe de estatísticas do país. Lembra a fábula do rei que para evitar a notícia ruim matava o seu mensageiro.

Por aqui, foi publicano na Folha de S. Paulo (1.fev) um artigo intitulado “Setor elétrico é sócio da desigualdade” escrito pelo professor Paulo Ludmer que é esclarecedor e estarrecedor. Lembra-nos o professor que “Num território farto em fontes, preço final da energia é inescrupuloso – menos da metade da arrecadação das faturas pelo serviço remunera quem produz e traz a energia até os domicílios. Há encargos, impostos e cruzamentos de cálculos malignos numa economia a se inserir no mapa global”. E não é só no setor elétrico não. A ver pelo preço dos combustíveis neste país.

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Rompimento de coletora de esgoto
provocou o acidente.

Obra da linha seis do metro de São Paulo provocou o desabamento de parte da pista local da Marginal Tietê e fez lembrar o histórico de problemas que a obra tem. Deveria ter suas primeiras estações entregues em 2012 e quando originalmente a obra seria tocada pelas construtoras Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC Engenharia. Quando a espanhola Acciona assumiu, após as construtoras do primeiro contrato terem sido envolvidas no escândalo da Lava-Jato, previu entregar a obra em 2025. Após o incidente desta semana novas temporadas estão garantidas para essa série

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O governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB) após perder a chance de se candidatar à presidência da República para João Dória nas prévias do seu partido disse que deixará o cargo em dezembro sem tentar a reeleição.  Conforme a Folha apurou podem o acompanhar Antônio Waldez (PDT-AP), Rui Costa (PT-BA), Paulo Câmara (PSB-PE) e Belivaldo Chagas (PSD-SE).

Outros que estão terminando o segundo mandato, como Renan Filho (MDB-AL) e Reinaldo Azambuja (PSDB-MS) não definiram se deixam o cargo até abril para tentar outro cargo, como o de Senador da República, por exemplo, casos dos petistas Camilo Santana (CE) e Wellington Dias (PI) e de Flávio Dino (PSB-MA). João Dória deixa o cargo de governador de São Paulo em abril para disputar a presidência. Os demais quinze governadores irão tentar a reeleição para se manterem na cadeira por mais quatro anos.

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Governantes pretendem impor
uma nova ordem global.

China e Rússia se uniram naquilo que os dois respectivos governantes – Xi e Putin – chamaram de uma aliança sem limites contra o ocidente no geral – leia-se OTAN, e contra a influência dos EUA em particular na região. A hegemonia dos Estados Unidos que já se encontra seriamente comprometida pelo avanço da economia chinesa agora esbarra no xadrez em que se transformou a questão da Ucrânia. Entremeio a tudo isto Joe Biden comemora a morte do líder do Estado Islâmico em ação de forças especiais americanas na Síria. Mundo em perigo.

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O Facebook sofreu uma queda violenta nesta semana. As ações da Meta Plataforms desvalorizaram em um único dia 26,39%, ou seja, U$ 251 bilhões! Isto tudo porque o balanço da empresa mostrou que houve queda no número de usuários ativos diários.

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O fotógrafo suíço René Robert faleceu aos 84 anos em Paris. Famoso por retratar grandes estrelas da dança espanhola o que chamou a atenção é que ele morreu de hipotermia, caído em uma rua movimentada da capital francesa. Ninguém se dignou a querer saber o que um senhor fazia caído na rua em uma noite gelada. Foi um sem-teto quem atinou para o fato quando já era tarde demais. Triste cegueira a nossa.

Boa semana a todos.

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Drops de política

DROPS DE POLÍTICA – GETÚLIO VARGAS PRIMEIRO GOVERNO – 03/11/1930 A 29/10/1945

Getúlio Vargas provocou uma
situação de culto à sua imgaem

Na primeira vez que Getúlio ocupou a presidência ele entrou e saiu pelas portas do fundo. Chegou com um golpe e foi destituído por outro. Neste meio tempo implantou uma ditadura personalística – a única que o Brasil teve – o Estado Novo.

Vargas se utilizou do discurso de que a política é o grande mal a ser combatido para a moralização da máquina pública – porém, este é o discurso típico daqueles que se servem da política para destruir a própria política, e foi assim que em 1937 ele implantou o Estado Novo solapando a democracia, mas a corrupção no país.

panfleto convocando os paulistas a pegarem nas armas contra um governo que governava por decreto

Uma sequência de seu primeiro governo: ao assumir fechou o parlamento ( tanto o federal, como os estaduais e municipais), destituiu os governadores trocando-os por interventores tenentistas, aposentou ministros do Supremo. Prometeu uma nova Constituição, mas só aceitou fazê-la após a Revolução Paulista de 1932. Depois encontrou em uma frustrada tentativa de levante o motivo pra fechar o regime.

Por outro lado, viabilizou direitos trabalhistas – a CLT nasceu por um decreto seu de 1943, durante o Estado Novo. Incentivou a industrialização do país com um programa de substituição de importações – o que era importado devia ser produzido aqui!

Vargas foi derrubado pela Segunda Guerra Mundial – na verdade, seu estilo de governo o aproximava aos países do Eixo: Alemanha, Itália e Japão, mas por cálculo estratégico, inclinou o país para o lado dos Aliados, afinal se unindo a eles dando aos Estados Unidos o ‘trampolim’ que eles precisavam para guerrear na Europa.

Com o fim da guerra veio a contradição: como um governo podia apoiar a liberdade lá fora mantendo um regime opressivo aqui? No dia 29 de outubro de 1945 o general Góis Monteiro depôs Getúlio Vargas da presidência. Ele voltaria, agora eleito pelas urnas em 1951.

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Radar das eleições

PSDB MDB articulam uma federação partidária de peso no qual o Cidadania também poderia encontrar abrigo. Esta união não encontra muitos obstáculos nos estados e, a princípio manteria João Dória como candidato à presidência trazendo Simone Tebet como vice.

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Já Lula parece cada vez mais empenhado em ter Alckmin como vice em sua chapa para a presidência. Além de defendê-lo junto a Boulos (PSOL) ofereceu ao ex-governador de São Paulo uma joia em uma país cujo agronegócio é a locomotiva – o Ministério da Agricultura. Como Alckmin já disse que não quer um cargo apenas figurativo, a escolha deste ministro parece bem palatável.

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Comando do PTB se estranha

O clima de animosidade tomou conta do PTB após Roberto Jefferson – presidente de honra da sigla – ir para a prisão domicilar. Acontece que o ex-deputado entrou em atrito com a atual presidente nacional do partido Graciela Nienov. O caso já tem até boletim de ocorrência e ação judicial correndo no TSE.

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Após ver seus planos de lançar Rodrigo Pacheco como candidato à presidência naufragarem, Gilberto Kassab (PSD) tenta atrair Eduardo Leite, derrotado nas previas do PSDB ao partido. A ideia é ter um candidato pra chamar de seu. É que, mesmo derrotado, abre um caminho para negociações no segundo turno.

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Radar das eleições

A retomada dos trabalhos do STF colocará em pauta vários temas caros às eleições deste ano. Um deles diz repeito à configuração da formação das Federações Partidárias, em especial ao prazo para a formação das mesmas. A prevalecer decisão emitida pelo TSE o prazo vai até abril mas o PT levou a questão ao Supremo para tentar garantir mais tempo para negociações. Outro assunto importante é o que trata do valor dos fundos partidários, absurdamente aumentados para estas eleições.

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PSDB e MDB são partidos conhecidos por abrigar várias alas de tendências nem sempre convergentes – os chamados “partidos guarda-chuva“. Portanto, como era de se esperar, Dória enfrenta racha no PSDB após as prévias que o credenciou para a disputa ao Planalto – existe, inclusive uma dissidência a favor do apoio à candidatura da senadora Simone Tebet (MDB).

Calheiros e Lula: velha amizade

Já pelos lados do MDB Renan Calheiros, um dos cacique da sigla tem demonstrado apoio à candiatura de Lula (PT) à presidência.

Não é por outra razão que o MDB nunca tenha eleito um presidente (apenas vice que por ocasião se tornaram presidente, como José Sarney, Itamar Franco ou Michel Temer) e o PSDB não consegue emplacar mais ninguém após FHC.

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Radar das eleições

Apesar das negociações que estão acontecendo para a formação de federações partidárias estarem concentradas mais à esquerda a primeira federação que pode se consolidar se encontra mais ao centro: PSDB Cidadania estão próximos de selar acordo.

João Doria tenta emplacar uma
federação entre PSDB e Cidadania

Por outro lado, bastou mais um sinal de Rodrigo Pacheco (PSD) de que ele prefere tentar se reeleger como presidente do Senado para Lula investir sobre o partido na tentativa de trazer Alckmin e formar a sua chapa dos sonhos. A semana promete.

Agora, novidade mesmo trouxe O Globo. Segundo o jornal, tem alguns políticos que andavam afastado se movimentando nas redes sociais: ante a onda antilavajista e o vale-tudo da política atual projetam breve retorno ao parlamento. Entre eles Eunício Oliveira, Delcídio Amaral, Romero Jucá… afinal de contas, quem tem voto tem assento garantido na casa do povo, né!

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Queda de braços

Amigos e amigas, a queda de braços entre Jair Bolsonaro e o Ministro do STF Alexandre de Moraes deve ganhar tons dramáticos.

Pode isto, Arnaldo?

Nesta semana o presidente se recusou a cumprir ordem judicial. Pode isto Arnaldo?

O pior está por vir. O Ministro deve assumir a presidência do TSE – Tribunal Superior Eleitoral pouco antes das eleições, que ocorrerão em outubro deste ano. O clima tende a esquentar bastante.

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Demorou, mas a Anvisa finalmente liberou a venda de autotestes contra a Covid-19 no Brasil. Isto certamente aliviará bastante o sistema de saúde porque dado a boa cobertura vacinal que o país alcançou muitos infectados sequer necessitarão ir até os postos de atendimento médico, liberando espaço para os que realmente precisam.

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Boa notícia a vista: a tecnologia 5G deve gerar até 50 mil novos postos de trabalho já em 2022 e até 670 mil até 2025. O problema é que por se tratar de trabalho qualificado, muita gente vai ficar fora desta onda. Já passou da hora deste país colocar em prática uma política consistente de educação para atender as duas necessidades – a dos empresários que precisam de mão-de-obra e a dos trabalhadores, que precisam se qualificar para assumirem as vagas. Esta é a face má mesma notícia: nossa prioridade no momento não é educação. Parece que continuamos presos à ilusão do futebol.

O empresário alerta para as velhas armadilhas a que o Estado brasileiro está preso.

Além disto, nosso país segue, conforme palavras do empresário Marco Stefanini, em entrevista ao jornal O Globo (23.jan) “preso a armadilhas antigas, como o tamanho do Estado, o excesso de burocracia, uma visão de sociedade não totalmente capitalista e empreendedora”. Coisas para se pensar em ano de eleição.

Já o pré-candidato à presidência pelo partido Novo, Luiz Felipe D’Ávila escreveu um artigo no Estadão (26.jan) intitulado “Potência Ambiental” que trouxe um receituário, simples e factível de como o Brasil pode e deve aproveitar sua enorme potencialidade ambiental para se inserir na nova economia global de forma proeminente. De fato, não há país no mundo que pode se beneficiar melhor desta nova maneira de enxergar o binômio natureza/economia do que o Brasil.

Aliás, a proteção ambiental foi a tônica do documento que a OCDE – o clube dos países ricos –enviou ao Brasil para convidá-lo a abrir oficialmente o processo de ingresso na organização.

Porém, sendo uma das exigências da OCDE a questão ambiental, como entender que o governo enxerga com seriedade a possibilidade de erguer três megausinas hidrelétricas na Amazônia? Queremos ou não ingressar na OCDE?

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A cifra que Sérgio Moro disse ter recebido de uma consultoria – 3,7 milhões de reais e sua ponderação de que Lula e Flávio Bolsonaro tem recebido cifras ainda maiores seja em consultorias ou rachadinhas demonstra duas realidades trágicas deste Brasil das desigualdades: a distância que existe entre aqueles que estão no poder e aqueles que lá os colocam e o fato de que Moro está aprendendo rápido a se portar como um político profissional.

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tradicional cinema reabre
as portas em São Paulo

Resistência. É assim que devemos ver a reestreia do cine Bijou na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo. Resistência do cinema-arte sobre os blockbusters. Resistência da telona em face dos streamings. Resistência da cultura contra a crise provocada pela pandemia e pela política do governo federal em relação à cultura em geral e ao cinema em particular. O cine Bijou voltou rebatizado: Satyros Bijou e está sob a administração dos fundadores da companhia de teatro Os Satyros. Vida longa à casa!

E vem do Butão, aquele país asiático que não mede o PIB, mas o índice de felicidade de seu povo uma das mais notórias novidades do Oscar para este ano. “A Felicidade das Pequenas Coisas” do diretor Pawo Choyning Dorji apareceu ao menos na shortlist de produções internacionais divulgada esta semana. A conferir se avança para a lista final.

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Faleceu esta semana o filósofo Olavo de Carvalho. Figura que aproximou, mas também separou através de seu pensamento os bolsonaristas. Seu trabalho como filósofo é questionável e se concentrou em temas caros à chamada “nova direita”, como a questão da educação infantil no qual combatia a política do ensino da ideologia de gênero, além de uma luta incessante contra o que chamava de “marxismo cultural”. Jair Bolsonaro chegou a decretar luto oficial de um dia – coisa rara de se ver.

Boa semana a todos.

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Drops de Política

WASHINGTON LUÍS – O “paulista de Macaé” governou o Brasil entre 15/11/1926 até 24/10/1930, quando foi deposto.

Washington Luís foi deposto quando faltavam
poucos dias para terminar seu mandato.
  • Wahington Luis chegou a presidência após ter construído uma robusta carreira política: foi deputado federal, senador, prefeito e governador de São Paulo. Terminaria bem seu mandato não fosse a crise da bolsa de NY em 1929 que derrubou o valor do café. Mas além disto teve um outro fator preponderante: sua insistência em indicar seu sucessor.
  • Ao indicar o paulista Júlio Prestes quebrou o acordo da política do café com leite e causou revolta dos mineiros que se juntaram aos descontentes políticos gaúchos e paraibanos. Este grupo conseguiu o apoio do movimento do Tenentismo – que havia sido desmantelado por Arthur Bernardes mas anistiado por ele – e juntos o depuseram, conduzindo Getúlio Vargas ao poder em 1930. Interessante observar que o tenentismo se voltou contra ele porque nem todos os que haviam sido presos anteriormente obtiveram a anistia.
  • Em 1928 foi internado às pressas – oficialmente em função de uma apendicite. Porém, foi forte o rumor de que o presidente havia sido atingido por um tiro de revólver disparado pela amante em um hotel do Rio de Janeiro.
  • Finalmente, foi durante seu mandato, em 1927 que o primeiro estado brasileiro permitiu o voto feminino – uma salva de palmas para o Rio Grande do Norte!
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Radar das eleições

O apoio que a candidatura de Sérgio Moro (Podemos) recebeu do MBL abriu a ele as portas do engajamento nas redes sociais, atualmente tão ou mais importante do que própria campanha eleitoral em rádio e TV.

Aliás, apoios a candidaturas devem tornar a janela para as mudanças partidárias que vai se abrir em breve muito ativa. Kim Kataguiri deve trocar o DEM pelo Podemos, de Moro. O também integrante do MBL Arthur do Val deve seguir o caminho do Podemos, deixando o Avante.

Joice Hasselmann deixou o PSL e partiu
para o PSDB em apoio a João Doria.

Já na esfera de Bolsonaro, uns vão outros vem. Marcelo Ramos, vice presidente da Câmara deixa o PL devido a chegada do presidente à sigla. No sentido inverso o deputado federal Marco Feliciano abandona o Republicanos e vai para o PL.

Por não concordar com os rumos da aliança do PT de Lula, que almeja trazer Alckmin para o barco, o deputado federal Davi Miranda sai do PSOL e pula para o PDT, de Ciro Gomes, lembrando que Marcelo Freixo também deixou o PSOL e deve se candidatar ao governo do Rio de Janeiro pelo PSB.

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Radar das eleições

Apesar do pedido do PT e do PSB para que o TSE amplie o prazo para o pedido de formalização de federações partidárias, o órgão resiste e pretende manter o calendário intacto. Algumas federações estão no radar dos partidos mas disputas regionais têm emperrado as negociações.

PT e PSB tentam viabilizar a candidatura Lula-Alckmin. Por outro lado, PDT, Avante e Rede conversam, ainda que as incompatibilidades regionais praticamente inviabilizam a formação de uma federação entre as três siglas.

Atual presidente do TSE,
Luis Roberto Barroso
pretende manter os prazos

Uma federação bem à esquerda seria composta pelos partidos PC do B, PSOL, PV e, aqui também a Rede conversa. PT e PSB poderia entrar aqui também, tornando-a mais ampla.

Outra federação, mais à centro-direita poderia ser formada entre PSDB e Cidadania.

Como o prazo é até abril, se não houver mudança no calendário, ele está bem curto mesmo.

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Radar das eleições

A plataforma de mensagens Telegram deve ser banida das eleições de 2022 caso não colabore com a Justiça brasileira. Por não ter representação no país, o aplicativo simplesmente não responde aos chamados. A preocupação do TSE é legítima porque a guerra de notícias falsas vai encontrar no Telegram um ambiente perfeito. O MPF (Ministério Público Federal) está preparando o cerco. Ainda dá tempo da plataforma se pronunciar.

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João Santana emprestará o seu talento
a favor da candidatura de Ciro Gomes

Falando de campanha institucional, os presidenciáveis estão à procura de marqueteiros para lhes auxiliarem a convencer o eleitorado. Ciro Gomes (PDT) se adiantou e garantiu João Santana. Bolsonaro (PL) conversa com Duda Lima. Lula (PT) está entre o criador do slogan “Lula lá” Paulo de Tarso Santos e Sidônio Palmeiro. A campanha de Sérgio Moro (Podemos) está em entendimendo com Paulo Vasconcelos enquanto João Dória (PSDB) parece se inspirar no seu pretenso Ministro da Economia – está negocinado com os criadores do “chama o Meirelles“, Chico Mendes e Guillermo Raffo. Simone Tebet (MDB) fala em Felipe Soutello, que auxiliou Bruno Covas quando candidato à prefeitura de São Paulo.

Não obtemos informações quanto à campanha do pré-candidado Luiz Felipe D’Ávila (Novo).