Já passou da hora do país desenvolver um projeto para o seu futuro e não se vislumbra outro caminho que não passe pela educação.

O Brasil não pode mais adiar a construção de um projeto nacional baseado naquilo que realmente transforma uma sociedade: a educação. É urgente, necessário e viável começar pela base: garantir que o ensino fundamental seja público, gratuito, universal — e, sobretudo, igualitário.
A Constituição Federal já estabelece que a educação básica é dever do Estado, e que o ensino fundamental deve ser obrigatório e gratuito para todos. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) reforça essa obrigação. Mas a realidade ainda está muito longe da promessa. Há desigualdade profunda entre escolas públicas e privadas. E, pior, entre as próprias escolas públicas, em função de disparidades regionais, de investimento e de gestão.
Vale esclarecer: nenhum projeto de lei em tramitação propõe o fim da rede privada de ensino fundamental, nem poderia. A Constituição garante a liberdade de iniciativa na educação, desde que respeitadas normas de qualidade e regulação pública. Mas falta fazer o ensino público cumprir sua missão de dar a todos a mesma largada na “corrida da vida”.
Hoje, o ponto de partida é injusto. Crianças nascem com talentos semelhantes, mas têm destinos radicalmente diferentes, determinado pela sua condição social.
Universalizar um ensino fundamental de qualidade, gratuito e verdadeiramente igualitário não é uma utopia — é uma necessidade. E, mais do que isso, é o caminho mais direto e sustentável para combater desigualdade, ampliar oportunidades, reduzir a violência e melhorar a produtividade nacional.
Só com um projeto de futuro assim, centrado na educação, deixaremos para trás tristes notícias como a que recentemente circulou, dando conta da possível falta de livros didáticos para o ensino fundamental — um escândalo!
O Brasil não precisa de promessas grandiosas nem de slogans vazios. Precisa de foco. E esse foco deve estar nas salas de aula.









