Blog – Formação Política

FORMAÇÃO POLÍTICA

Radar das eleições

Lula demosntra mais uma vez que é um político nato.

Lula procura se aproximar de uma ala do PSDB que permanece fiel a Geraldo Alckmin. Se encontrou recentemente com Aluísio Nunes Ferreira, que foi candidato a vice de Aécio em 2014. Já conversou com Fernando Henrique Cardoso. O que pretende demonstrar é que tanto PT quanto PSDB – uma dissidência do MDB, surgiram sob a mesma bandeira – contrária ao autoritarismo militar. Todo prato mal ajambrado pode ser melhorado com um bom tempero e é isso que Lula procura fazer agora. Não se pode negar: trata-se de um exímio político.

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Fora do páreo

Berlusconi desiste de sua candidatura.

Berlusconi anunciou que desistiu de se candidatar à presidência da Itália. Disse que tinha votos para ganhar mas que, em prol da unidade, vai abandonar a disputa. Que decisão honorável não? Só que não. Na verdade, ele sabe que falta-lhe votos e apoio político para se tornar presidente – então desistiu.

Observar um tubarão deste porte desistir da caçada nos leva a pensar que, se não houvesse tamanho apoio politico às duas bandas podres que assistimos impassíveis e atônitos se digladirem pela presidência do Brasil, certamente eles próprios poderiam também tomar decisão semelhante. Parece um sonho né? Pois é. Além do mais, eles sabem que têm mais que apoio político. Podem usar o horror que os eleitores de um sentem pelo o outro para turbinar uma disputa em que o único perdedor se chama Brasil – seu povo e seu futuro.

Apenas em um exercício de imaginação: dá para perceber o quanto seria sadio para a política nacional se nesse momento tanto Lula quanto Bolsonaro, por uma intervenção divina amanhecessem e disessem: “não irei disputar a presidência neste ano”?

Dá pra imaginar o quanto de peso seria retirado das costas de milhões de brasileiros e brasileiras que estão por aí cegos e surdo – incapazes de se desvencilhar das amarras desta política do perde-perde que está sendo cada vez mais normalizada em nosso país?

Um eleição sem a presença destes dois extremos devolveria a lucidez de que tanto necessitamos nesta hora para rearrumarmos a casa e seguirmos em frente.

A Itália passou pela operação Mãos Limpas e dela herdou Berlusconi. Um político para lá de complicado e que não se furta a participar de um escândalo, tenha o escândalo que dimensão for – de financeira a sexual. Seu maior feito: enterrar a Mãos Limpas.

Nosso Brasil passou pela operação Lava-Jato e não herdou, ao menos na política coisa muito boa por enquanto. Que ao menos as conquistas intitucionais que o país conseguiu como resposta às manifestações de 2013 parem de ser diuturnamente vilipendiadas. Já seria um grande feito.

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Adeus, Elza Soares.

Elza Soares (1930-2022)

Em 1999 ela foi eleita por uma votação da rádio BBC como a “voz do milênio”. Elza Soares nos deixou no mesmo dia em que, 39 anos atrás sua grande paixão Garrincha, se foi. Fica a voz marcante e as lições de uma personalidade forte e guerreira.

Minha jangada foi pro mar. Pra minha jogada arriscar”… (Libertação – Elza Soares, BaianaSystem, Virginia Rodrigues)

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Sobre a beleza da alma do brasileiro: comunidades do Rio de Janeiro se organizaram para suprir a deficiência do serviço dos correios no interior das favelas. É isso: onde o Estado falha, a comunidade se ajeita. E dá-lhe impostos…

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O marqueteiro João Santana demonstrou porque é mesmo mestre em tirar leite de pedra. Do pior defeito de Ciro Gomes pretende fazer ser sua melhor qualidade – a rebeldia. Vai que cola?

O aplicativo pode ser banido das eleições 2022

A Justiça Eleitoral está prestes a banir o Telegram durante o período das eleições de 2022. O aplicativo de mensagens não tem representação no Brasil e simplesmente não responde aos chamados da Justiça desde 2018. Quando se tem nas fake news o maior problema de um processo eleitoral parece mesmo não haver alternativa.

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Mais de 160 mil chaves de PIX vazaram. Apesar de os dados vazados, segundo o Banco Central não há risco de movimentações financeiras. O problema mesmo são os golpes que podem ser aplicado a partir destes dados dos usuários. Não faz muito tempo que informações sigilosas de mais de 200 milhões (!) de brasileiros vazaram. Apesar de o autor da façanha ter sido preso o estrago já havia sido feito. Tudo isto acontecendo e existe uma Lei Geral de Proteção de Dados em vigor no país…

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O Estadão nos brindou com um inspirador editorial, “O enganoso diagnóstico de terra arrasada” (18.jan), lembrando que, se nosso Estado deixa a desejar, também muito avanço já foi conseguido e que devemos preservar e proteger estes avanços. O editorial conclui que: “O diagnóstico que não vê nenhum avanço não é apenas equivocado. Ele difunde implicitamente – às vezes de maneira explícita – a mensagem de que as instituições não funcionam, de que o serviço público não funciona e de que o Estado é um fracasso”. O brasileiro precisa parar de ver apenas o que dá errado e admitir que muito avanço já foi conquistado. O perigo de ver só o que está ruim é que, assim agindo pode-se jogar a criança fora junto com a água do banho. Neste caso, a criança é nossa democracia.

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O tenista pode não participar
de torneio também na França

A Austrália mostrou porque é a Austrália. O tenista Djokovic foi mesmo deportado por não ter cumprido as normas sanitárias do país ao se negar a tomar a vacinar. País sério funciona deste jeito, as leis são cumpridas porque foram estabelecidas antes dos fatos e não se alteram diante das circunstâncias.

E Robinho foi condenado em última instância na Itália. Nove anos de prisão e multa de 60 mil euros. Parece que o atleta preferiu a segurança do Brasil a ir para lá se defender adequadamente. Agora é que não pode sair do país mesmo, vai que não volta né…

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Rio de Janeiro e São Paulo decidiram, enfim, adiar o desfile das escolas de samba para abril. Os prefeitos das duas capitais tomaram a decisão em conjunto. Duas conclusões – primeira: diferenças partidárias podem (e deveriam sempre!) agir em benefício de uma governança responsável e segunda: o feriado de Tiradentes deste ano vai ser bem animado!

Boa semana a todos.

FORMAÇÃO POLÍTICA

Drops de política

ARTHUR BERNARDES – presidente entre 15/11/1922 a 15/11/1926

O Brasil atravessou todo o governo de
Arthur Bernardes em Estado de Sítio
  • O governo de Arthur Bernardes é tido como o último sopro da Primeira República, que iria cair em 1930 com a ascensão de Getúlio Vargas.
  • Arthur Bernardes tinha uma visão pouco republicana sobre as funções do cargo que ocupou – se via como o ‘dono’ do país, e não como o maior servidor dele. Lembra alguém?
  • Durante seu governo se fortaleceu o movimento do Tenentismo. Foi também durante seus anos de mandato – que ocorreram com o país sob estado de sítio – que a Coluna Prestes se formou e andou pelos sertões do país, desafiando o governo.
FORMAÇÃO POLÍTICA

Radar das eleições

Rodrigo Pacheco, então pleiteando uma pré-candidatura à Presidência

Rodrigo Pacheco (PSD) parece ter jogado a toalha. Mirar a reeleição para a presidência do Senado significa abandonar de vez qualquer possibilidade de se lançar à presidência. Com a palavra, Kassab!

Gilberto Kassab, presidente do PSD vinha até então apostando todas as suas fichas na candidatura do senador mineiro.

Para correligionários do PSD, Kassab não vai desistir de apresentar uma candidatura própria no primeiro turno e, portanto, já estaria em busca de um nome para substituir Pacheco.

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Radar das eleições

Ciro Gomes: pré-candidato à presidência da República

Ciro Gomes (PDT) lançou hoje – dia 21 – oficilamente a sua candidatura. Disparou críticas aos outros candidatos e vociferou: “Tão pensando o quê? Isso é pra valer!

É a quarta vez que o paulista radicado no Ceará disputa a presidência da República. Tenta atrair para sua chapa Marina Silva (Rede) porém as negociações andam meio complicadas.

Marina não aceita a presença do publicitário João Santana como marqueteiro já que o mesmo prejudicou a candidata em disputas anteriores. Dizem que em política o passado não interessa, que o importante é compor forças. A conferir.

FORMAÇÃO POLÍTICA, Resenhas

Resenha do livro: Poliarquia

Poliarquia

de Robert Dahl

A OBRA E O AUTOR:

“Poliarquia”, obra escrita pelo respeitado professor e cientista político norte-americano Robert Dahl (1915-2014) no início da década de 1970 se ocupa em investigar a qualidade das democracias, além de tentar apontar um caminho para que um país atinja este estágio. O contexto em que o livro foi escrito foi o da chamada ‘terceira onda de democratização’ em que governos se esmeravam por passarem uma imagem democrática quando, no fundo, nem sempre era isso o que se via na prática.

Capa do livro lançado pela edusp

Assim, Dahl criou o conceito de Poliarquia. Com o subtítulo “Participação e Oposição” o autor já nos encaminha para aquilo que ele entendia como o mais importante em um regime democrático – o nível de participação permitido no governo e a possibilidade da existência de uma verdadeira oposição.

O exemplar analisado foi publicado pela editora da USP – edusp – com  prefácio de Fernando Limongi e tradução de Celso Mauro Paciornick.

ESTRUTURA E CONTEÚDO DA OBRA:

O livro “Poliarquia” nos trás sete elementos estruturais para que um país possa viver sob um regime genuinamente democrático. Eles são apresentados em capítulos separados.

Todavia, antes de tratar destes elementos o autor se ocupa da questão da organização da oposição – para Dahl, sem uma oposição organizada, não existe condições do estabelecimento de um regime democrático de qualidade. Além disso, para ele, faz-se necessária o direito a uma ampla participação no governo ou no processo decisório – e para que a democracia seja avançada, isto deve ser mais do que simplesmente votar em eleições regulares.

Dahl nos lembra de que os debates no parlamento são cansativos e por vezes frustrantes, mas eles são condição necessária para o sucesso de uma democracia. Atalhos são sempre perigosos – traz o exemplo da assunção do fascismo na Itália, que se deu exatamente pela busca de um atalho ao parlamento. Porque, se é verdade que aprovar uma pauta em uma ditadura é tarefa mais fácil, também é verdade que essas pautas fatalmente irão se distanciar das verdadeiras demandas sociais.

Vencidas estas questões, o autor passa a enfrentar os elementos que para ele são estruturais para a construção de uma democracia de verdade.

Começa pelo problema das sequências históricas. Quer saber o autor se é melhor a participação no governo vir antes da possibilidade de oposição ou o contrário. Conclui que a sequência mais comum em poliarquias é aquela em que a política competitiva precede a expansão da participação. Desta maneira, a competição se dá primeiro entre os grupos (as elites políticas são competitivas e há confiança recíproca entre si) para depois se expandir o processo para a população em geral. Assim, é necessário que as elites políticas e econômicas do país primeiramente se convençam de que democracia é melhor que hegemonia de um grupo para depois oferecer a possibilidade de a população participar do processo eleitoral, isto é, o processo de escolha de qual destes grupos estará, em determinado momento, ocupando o poder. Esse processo é longo e se mede em gerações.

Parte depois à análise das questões relacionadas à ordem socioeconômica. Primeiramente, sua atenção se volta para a possibilidade de contestação. Se a oposição possui recursos, provavelmente sua contestação será mais poderosa.  Também se fortalecerá se o governo não possuir meios de coerção a ela, através de sanções. Isto pede, necessariamente, uma força militar despolitizada.

Depois o autor enfatiza a necessidade da existência de uma ampla classe média. Fortes diferenças sociais são tanto um obstáculo à democracia de qualidade quanto um fator potencializador a regimes hegemônicos. Para ele, a desigualdade social está intimamente relacionada à desigualdade no exercício do poder.

A questão da polarização da sociedade é tratada com preocupação pelo autor – é que, para ele, o processo de polarização se extremado pode conduzir a sociedade ou a uma guerra civil, ou a um regime hegemônico ou, o pior cenário, a ambos. Por isso, não se deve privar uma subcultura de um país a ter acesso ao governo.

Do mais, o povo e o governo de um país deve entender que uma poliarquia só será efetiva quando as reinvindicações dos diversos subgrupos nele existente forem atendidas ou ao menos assistidas e que deve existir fé nas instituições políticas e na eficácia de um governo. Só assim o relacionamento entre o Executivo e as outras forças políticas será institucional.

Para se acreditar na poliarquia, primeiro é necessário acreditar na legitimidade das instituições que compõem o Estado. Jovens podem ser socializados na crença de que seu governo é, no todo, altamente eficaz ou cronicamente ineficaz e esta crença afeta diretamente a crença sobre a autoridade do governo e a confiança – ou desconfiança – nele depositada. Quando há confiança uma poliarquia é viável, quando há desconfiança o risco de se cair em um regime hegemônico aumenta.

Outro cuidado que se deve tomar é com a fragmentação partidária. Deve-se evitar a existência de muitos partidos políticos porque eles conduzem a uma frágil coalizão, incapazes de lidar com os problemas centrais de um país, forjando manipulações na vida pública – o que conduzirá a uma hegemonia.

Por fim, existe também a questão daquilo que o autor chama de domínio estrangeiro. Países centrais podem influenciar – senão intervir! – em outros países quando o governo ali instalado não é favorável aos seus interesses. Assim, auxiliam a impor um regime em outro país ao se unir a determinado grupo e fornecer as condições para a tomada do governo. A rejeição a esta influência pode criar um sentimento de nacionalismo em que uma poliarquia poderá ser reforçada (como aconteceu com a França após a ocupação nazista) ou pode, por outro lado, criar uma descrença no país, fomentando um regime hegemônico (aqui os exemplos são inúmeros – vide África e América Latina).

Assim o autor chega finalmente à sua teoria. Dahl entende, portanto, que a poliarquia está condicionada à existência destes sete condicionantes. O autor acha ser possível, inclusive, classificar os países de acordo com estes critérios para se verificar o nível de poliarquia que um país pode atingir, ainda que o autor admita não ser possível colher dados confiáveis para todas as variáveis. Todavia, acredita que com o tempo novos estudos e novas tecnologias serão capazes de suprir estas deficiências, abrindo espaço para esta classificação.

Dahl encerra seu trabalho arriscando algumas estratégias que poderiam ser utilizadas durante um processo de alteração de um regime hegemônico para um poliárquico. O caminho, conforme o entendimento do autor, passa pela busca de um sistema partidário que evite uma grande quantidade de partidos políticos. Porém, em países com clivagens subculturais extensivas, um sistema bipartidário não será capaz de atender a todas as demandas. Outro ponto a ser buscado é o da descentralização do governo. Governos subnacionais exercem importante papel na divisão do poder e consequentemente evitam a concentração de poder, tão nefasta para uma legítima poliarquia. Ainda falando sobre o risco da concentração de poder, reforça a necessidade da existência de instituições responsivas para balancear o exercício do governo. Para ele, portanto, que tudo o que for extremado é prejudicial à poliarquia.

ANÁLISE CRÍTICA:

Robert Dahl desenvolveu neste trabalho a ideia de que algumas condicionantes são necessárias para que um país possa viver sob uma democracia plena. Parte do pressuposto de que a democracia é o melhor regime a que um país pode se submeter, seja que país for.

Traz, para isto, pontos inegociáveis: a assunção ou ao menos a participação no governo deve ser garantida para os grupos de oposição; não se deve calar a voz destes grupos e o acesso ao governo deve se dar por via de eleições limpas e transparentes.  Também instituições de Estado devem garantir que o poder não seja concentrado nas mãos de um governante e que estas instituições tenham condições de questionar e/ou impedir ou mesmo punir quando necessário o mandatário o poder.

São estes os resultados que um país que se pretende democrático atingirá – um governo que responde por seus atos e que não esteja acima das outras instituições, além de dar espaço à oposição – até porque amanhã pode ser este grupo que esteja na oposição.

Porém, a nosso ver, o autor erra o passo quando pretende enquadrar os países em estágios democráticos, ainda que em diversas passagens do livro o mesmo alerta pela impossibilidade disso. Acontece que ele diz que, apesar de difícil, seria desejável que fosse assim.

Ora, ao agir desta maneira, o autor parece deixar de lado a questão cultural de cada povo e pretende mesmo apresentar um futuro em que, não apenas a economia estivesse globalizada, mas em que as culturas também assim estivessem. O autor chega ao extremo de propor um caminho para que um país ajude o outro a se tornar uma poliarquia (através de uma intervenção?), ainda que – reforço – sua análise conclua que isto não é viável.

Oferecendo este raciocínio, Dahl parece dar ao processo uma linha evolutiva retilínea, incorrendo no mesmo equívoco do eurocentrismo do século XVII, enxergando o processo de democratização como um estágio acima de outras formas de governo. De fato, a democracia é desejável à ditadura ou outras formas de governos autoritários que ele trata por hegemonias. O que ele deixa de lado em sua análise é o quanto países ditos avançados democraticamente – nomeadamente França, Inglaterra, Estados Unidos e outros – colaboraram no processo de erosão social que atrapalha o caminho dos países que ele enxerga como problemáticos para assumir uma democracia. Também parece não dar muito valor às culturas que não necessariamente tem a forma de pensar que os ocidentais têm.

Trata-se, então, de um livro que apresenta uma forma para se chegar à democracia, mas ao final se conclui que neste trabalho o prestigiado pensador emprestou todo o seu cabedal de conhecimentos para fortalecer o processo de globalização, dando um passo para além da mera globalização econômica e avançando para o que seria uma globalização cultural.

Mantém o mesmo esquema de centro do mundo desenvolvido e fornecedor de modelos – inclusive cultural – e as periferias como incapazes de se auto organizarem. Deixa de lado uma explicação plausível sobre as influências nefastas que as chamadas poliarquias exerceram na política dos diversos países, na obra vistos como subdesenvolvidos. Talvez esteja chegando o momento de apontar o dedo para estas nações e ao menos mostrar a elas o quanto de sofrimento elas impuseram aos países que elas exploraram – e disso Dahl passou longe nessa obra.

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Radar das eleições

As candidaturas de Haddad e França emperram
a formação de uma Federação entre PT e PSB

PT PSB negociam a formação de uma Federação entre as legendas a fim de abrigar a chapa Lula/Alckmin. Mas a conta não fecha em São Paulo: O PT insiste em lançar Haddad ao cargo de governor enquanto o PSB tem no nome de Márcio França seu candidato. Tem entrave também no Rio Grande do Sul. Mas o nó já desatou em outros estados. O PSB disputa Rio de Janeiro, Pernambuco e Espírito Santo enquanto o PT lança candidato na Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte. O prazo para partidos se unirem em federação vai até abril deste ano.