Blog – Formação Política

FORMAÇÃO POLÍTICA

Um prêmio para a Democracia

Filme “Ainda estou aqui” retrata a covardia de um Estado autoritário.

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A representação é proporcional

Presidente da Câmara pretende criar mais 14 cadeiras na Casa

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STF é órgão colegiado

Com uma canetada Palocci se livra da Lava Jato.

Aconteceu mais uma vez. O Ministro Dias Toffoli decidiu liberar o ex-ministro Antônio Palocci de seus problemas com a Justiça. Não é de se estranhar, já que se trata de uma mera extensão de um entendimento adotado pelo togado em outros processos ligados à Lava Jato. 

A questão que se impõe, todavia é: por que não levar o caso a plenário? A prática de proferir decisões monocráticas tem se tornado o principal problema do STF porque mina a confiança que o povo deveria ter da casa. 

No caso em específico há um ingrediente a mais. A decisão foi tomada um dia após a denúncia recebida contra Jair Bolsonaro, deixando um que de chacota no ar. Mas não pensem que a denúncia contra Bolsonaro reflete Justiça. Como se vê, bastam os ventos políticos mudarem e o que foi decidido não é mais. Foi assim com Lula.

O abuso no uso do expediente das decisões monocráticas é notório. Tanto que o legislativo pretende votar uma PEC que restringe o poder individual dos ministros do STF.

A questão é que o legislativo só aborda a situação quando o Judiciário impõe algum limite aos abusos que ocorrem no Congresso, como o uso de emendas individuais, cuja utilização excessiva também tem se tornado notável. Portanto, usando como moeda de troca e não como uma medida necessária inclusive contra a insegurança jurídica que emana do STF.

O Brasil irá melhorar como nação quando deixar que instituições, e não decisões tomadas à luz das preferências de momento, governem. Ao menos nos livramos de mais um golpe de estado. O STF poderia colaborar muito se saísse do jogo político e se ativesse ao respeito à Constituição. Ela, a que põe regra nas instituições, está precisando.

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Corrupção no DNA

Lula tenta se entender com o parlamento para garantir um mínimo de governabilidade.

Os países tidos como desenvolvidos têm muitas coisas em comum: boa educação, saúde e segurança pública. A base de tudo isto também é comum: estão todos bem posicionados no ranking da percepção da corrupção (IPC) da transparência internacional.

Ali estão todos os países da Comunidade Europeia, os EUA, o Canadá, a Austrália, o Japão e, não por outro motivo, os dois países tidos como melhores para se viver na América Latina — Uruguai e Chile.

Após as Jornadas de 2013, o Brasil parecia decidido a combater a corrupção. Naquele momento, acuados, nossos políticos aceitaram leis que deram um pequeno alento ao povo sofrido e explorado de nosso país.

Inacreditavelmente, porém, o troco veio logo. Um ex-presidente preso por corrupção hoje ocupa, mais uma vez, a cadeira de presidente no Palácio do Planalto. 

Embora seja um caso conhecido, é importante reiterar: Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro relacionados ao tríplex do Guarujá. A sentença foi confirmada em instâncias superiores, e Lula chegou a cumprir 580 dias de prisão.

Mas em março de 2021, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou todas as condenações impostas pela Justiça Federal do Paraná a Lula, argumentando que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os casos, pois os supostos crimes não estavam diretamente relacionados aos desvios na Petrobras, foco da Operação Lava Jato.

Essa decisão foi confirmada pelo plenário do STF em abril de 2021, por 8 votos a 3, restabelecendo os direitos políticos de Lula e permitindo sua elegibilidade. 

Posteriormente, em junho de 2021, o STF declarou a suspeição de Sérgio Moro, reconhecendo sua parcialidade na condução do processo contra o ex-presidente, o que resultou na anulação das provas coletadas e na necessidade de reinício dos processos em outra jurisdição.

Não há dúvidas de que, o STF tem colaborado muito com o quadro. O ministro Dias Toffoli anulou diversas condenações da Operação Lava Jato, alegando irregularidades processuais e conluio entre procuradores e o então juiz Sérgio Moro. 

Entre os casos mais notáveis estão o de Léo Pinheiro, Marcelo Odebrecht e João Augusto Rezende Henriques, este último, um lobista acusado de ser operador do MDB em esquemas de corrupção, e que teve todas as suas condenações anuladas em dezembro de 2024. Toffoli destacou a existência de conluio entre procuradores e o então juiz Sérgio Moro.

A verdade é que os ventos haviam mudado e então, mocinhos passaram a bandidos e bandidos a mocinhos. O resultado está aí.

Enquanto governo, Bolsonaro entrou em diversos conflitos com a Anistia Internacional. Por certo Lula não irá aplaudir o resultado do Índice recém-divulgado. 

Sim, em alguns aspectos Lula e Bolsonaro se parecem mais do que gostaríamos.

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Pacto institucional

Poderes da República não se entendem.
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Jogar a toalha

Lula mostra fragilidade física e política.

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Foco errado

Sidônio Palmeira, novo chefe da Secon, junto a Janja e Lula.
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O povo não confia no Estado

Medida correta, dosagem errada.
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O perigo “ainda está aqui”

Zuckerberg se aproxima de Trump.
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Onde está o problema

Ministro Flávio Dino tem questionado o Parlamento sobre o uso do Orçamento.

A democracia é um sistema de governo que exige participação para se tornar melhor. Quando o maior interessado está descomprometido, aguardando passivamente os resultados do processo o resultado não irá atender-lhe as necessidades. É imperativo sair da zona de conforto.

Neste sentido, interessa ao Congresso Nacional desviar as atenções do eleitor para os postulantes do Executivo, no nosso caso, preso infelizmente a duas figuras que já deveriam ter se aposentado – Jair Messias Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.

Entramos em mais um ano padecendo do mesmo mal. Nossos congressistas agradecem.

Só assim é possível continuarem a cometer as barbaridades que vêm sendo cometidas desde que Bolsonaro entregou a senha do PIX do Estado para Arthur Lira (PP).

O dinheiro público vem sendo reiteradamente gasto em repasses que não atendem a qualquer planejamento. Nas cidades de Esteio (MA) e Aguiarnopolis (TO) colocou-se dinheiro federal para bancar shows de artistas sertanejos. Ainda que a obrigação da manutenção da ponte que despencou sobre o Rio Tocantins seja do DNTI é fato sintomático que se tem isso para falar. Não é possível que essas pequenas cidades não tenham necessidades mais urgentes não atendidas.

Loas para o Ministro do Supremo Flavio Dino que abriu uma cruzada pela moralidade no trato com o Orçamento da União. A depender de nossos Deputados e Senadores, esses valores serão mera moeda de troca por voto. Alguém precisa estancar esta imoralidade.