FORMAÇÃO POLÍTICA

Radar das eleições

Após semana conturbada, o quadro da terceira via assim ficou: O PSDB tem oficialmente João Doria como candidato. Mas o partido está rachado, com uma ala do partido liderada por Aécio Neves (MG) tentando viabilizar Eduardo Leite (RS) como o candidato do partido. Sérgio Moro fez movimento repentino de mudança de partido e ingressou no União Brasil. Acontece que uma ala do partido, liderada por ACM Neto (BA) não aceita sua candidatura à presidência e chegaram a ameaçar impugnar a inscrição de Moro no partido – assim, Moro pode se candidatar a deputado federal por São Paulo, seu novo domicílio eleitoral. Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Luiz Felipe D´Avila (Novo) e André Janones (Avante) continuam no páreo.

Ala do antigo DEM no União Brasil não aceita Moro como candidato à presidência.

Nem o fim da janela partidária demoveu Kassab de buscar um candidato próprio para disputar as eleições presidenciais pelo seu partido, PSD. Ainda que a prioridade do partido seja se viabilizar no Congresso Nacional, o ex-ministro quer um candidato para chamar de seu, nem que seja ele mesmo. Apoio a outro candiato, só no segundo turno e, ao que tudo indica, a Lula.

Seis governadores renunciaram ao cargo para concorrer a outros cargos políticos nas eleições de 2022. Os petistas Camilo Santana, do Ceará e Wellington Dias, do Piauí; bem como Flávio Dino (PSB) do Maranhão e Renan Filho (MDB), das Alagoas concorrem a uma vaga no Senado pelos seus respectivos Estados. Já Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul e João Doria, de São Paulo deixaram o comando de seus estados para disputarem quem representa o PSDB ns eleições presidenciais deste ano. De se lembrar que o paulista venceu as prévias do partido, realizadas em novembro do ano passado.

A falta de um vice governador nas Alagoas provocará eleição indireta, na Assembleia Legislativa para ocupar a vaga de governador do Estado.

O movimento que Doria fez no último dia 31 escancarou a situação conturbada e desorganizada que o PSDB atravessa. Rachado, não consegue encontrar o caminho a seguir. Além de haver divisões internas entre apoiadores de João Doria e Eduardo Leite (RS) pesa também o problema do fundo leitoral – ao se investir em uma campanha presidencial, falta verba necessária para se apostar no aumento da bancada. Para muitos, se é uma candidatura sem chance, melhor jogar a toalha e reforçar a aposta nas campanhas para o Legislativo.

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