FORMAÇÃO POLÍTICA

Radar das eleições – estaduais

A contabilidade do jogo eleitoral está a todo vapor – Rodrigo Garcia (PSDB) conseguiu finalizar acordo com o União Brasil para sua chapa. Assim, terá o dobro de tempo de exposição em rádio e TV durante o horário eleitoral gratuíto. Já Tarcisio Freitas (Republicanos) que trouxe para si o PSD, de Kassab – terá o segundo maior tempo. Nesse cenário, Fernando Haddad (PT) fica apenas com o terceiro tempo de exposição durante a campanha.

Para fechar o acordo com Tarcísio, Kassab exigiu fornecer o nome do candidato a vice em sua chapa, que deverá ser mesmo o do ex-prefeito de São José dos Campos Felício Ramuth.

Hábil político, Lula (PT) conseguiu convencer Márcio França a desistir de sua candidatura ao governo do estado para se lançar ao Senado, mas se esqueceu de chamar o Psol para a conversa. Os pessolistas agora ameaçam lançar candidatura própria ao senado, rachando o palanque à esquerda. A saída pode ser o Psol ficar com o vice de Haddad, mas o problema é que um vice do partido não traria a chapa mais para o centro.

Geraldo Alckmin (PSB) manteve conversa, no hotel em que está hospedado no Rio com o deputado Alessandro Molon (PSB), que insiste em manter sua candidatura ao Senado, rachando a esquerda com André Ceciliano (PT). Se a ideia era dissuadir Molon, o tiro pode ter saído pela culatra – Molon saiu da reunião afirmando que Alckmin se comprometeu a ajudá-lo a resolver o imbróglio o que, na perspectiva dele pode ser lido como um ajuda a manter candidatura dupla ao Senado na chapa de Freixo (PSB).

Apesar de assediado por Bolsonaro (PL), Zema (Novo) se recusa a dar palanque ao presidente no estado, ao menos no primeiro turno. O argumento do atual governador do estado é bem ao estilo mineiro: seu partido tem candidato – Luiz Felipe D’Ávila e, portanto, o palanque deve ser dado a ele e não a Bolsonaro. Mas o que o governador parece estar pretendendo é não se misturar com o presidente neste momento, já que Zema tem grandes chances de levar as eleições logo no primeiro turno. No segundo turno é outra conversa…

A indefinição quanto a vaga ao Senado no Rio tem causado atrito entre PT e PSB em vários estados. Em Pernambuco, que tem Danilo Cabral como pré-candidato pelo PSB, a sigla tenta minar a candidatura de Marília Arraes (Solidariedade), bloqueando o apoio do PP e do Pros à neta do eterno pessebista Miguel Arraes.  

O jogo está pesado por lá. O PT expulsou do partido 11 membros do diretório pernambucano por se negarem a apoiar o candidato do PSB. Esses ex-integrantes do partido estavam apoiando Marília Arraes. E mesmo assim, com Lula (PT) apoiando o candidato do PSB no estado, Marília se sente confortável para usar a imagem e o nome do ex-presidente a seu favor na campanha.

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