
Após o União Brasil ter aderido à candidatura de Rodrigo Garcia (PSDB) o mesmo trouxe na bagagem a ideia de criar uma chapa turbinada na qual o vice-governador seria o ex-ministro da economia Henrique Meirelles (União) e como candidato ao senado o ex-presidente Michel Temer (MDB).

Teve até sopapos em um entrevero que aconteceu no famoso reduto de esquerda carioca Amarelinho, tradicional bar no centro do Rio. A confusão se deu após ato de apoio a Lula (PT) ocorrido na Cinelândia, dia 7. Apoiadores e contrários à candidatura ao Senado de André Ceciliano (PT) se desentenderam. O impasse ao candidato de esquerda ao Senado no Rio permanece com Ceciliano tendo o apoio de Lula mas com Alessandro Molon (PSB) se negando a abandonar a disputa.

Ciro Gomes (PDT) está conversando com Aécio Neves (PSDB) para tentar viabilizar um palanque no estado. Pelo acordo, o PDT daria apoio ao candidato ao governo de Minas pelos tucanos, Marcus Pestana. Assim, Ciro ganharia um palanque com as bênçãos de Aécio. O problema é que Aécio também tem conversado com Romeu Zema (Novo) para tentar emplacar o radialista Eduardo Costa (Cidadania) como vice do atual governador de Minas em eventual novo mandato; é sempre bom lembrar que PSDB e Cidadania formaram uma federação partidária.

O impasse sobre a aliança do PSDB e MDB no Rio Grande do Sul ainda não foi superado. A esperada desistência da candidatura do deputado Gabriel Souza, que iria à vice de Eduardo Leite (PSDB) ainda não aconteceu. O maior entrave vem da ala bolsonarista do MDB gaúcho, capitaneada pelo deputado estadual Tiago Simon, filho de Pedro Simon, figura histórica do MDB no estado.

PT e PSB encontram dificuldades para se ajustarem também na Paraíba. Por lá, Lula já declarou apoio ao Senador Veneziano Vital Rêgo (MDB) que quer governar o estado e ao ex-governador Ricardo Coutinho (PT) que almeja o Senado. Acontece que o atual governador João Azevedo (PSB) quer tentar a reeleição.
O próprio PT na Paraíba está dividido e parte da sigla apoia Azevedo, além de que o PSB exige apoio de Lula, já que Márcio França abdicou da disputa pelo governo de São Paulo em favor de Fernando Haddad (PT) e o apoio também na Paraíba entraria no pacote de concessões que o PT teria de fazer. A Paraíba é o único estado do Nordeste que Lula ainda não visitou nesta pré-campanha.

Sérgio Moro (União) deve se lançar ao Senado pelo Paraná. O anúncio pode ser feito ainda essa semana, ainda que existam entraves a serem vencidos dentro da chapa a qual o União Brasil está inserido – uma delas é esbarrar na candidatura de Álvaro Dias (Podemos) que também disputa a vaga e foi um dos responsáveis pela ida de Moro para a política.
