FORMAÇÃO POLÍTICA

Reforma administrativa

PEC-32 foi elaborada ainda no governo Jair Bolsonaro.

O Brasil está tentando fazer as alterações necessárias em sua legislação para que possa se transformar em um lugar menos hostil a seus cidadãos.

A reforma da previdência social (em função da alteração na pirâmide etária) e a Reforma Tributária (a fim de pôr fim a esse atoleiro tributário que é o nosso atual sistema) tentam cumprir esse papel.

Todavia, nossa sociedade precisa de uma Reforma Administrativa para colocar fim a benefícios que hoje alguns setores historicamente privilegiados de nossa sociedade têm.

Reportagem da Folha de S. Paulo (31.jul, p. A10) deixou clara uma situação injusta ao servidor público. Esse é visto pela população como alguém que trabalha pouco e ganha muito. Nada mais falso do que essa percepção.

O servidor comum trabalha muito, e sob pressão. Com ganho compatível ao de um trabalhador da iniciativa privada, sua única diferença é a estabilidade de emprego. Essa estabilidade, porém, se faz necessária para evitar perseguição política — é por esse motivo que ela existe.

É nesse sentido que a PEC 32 é perigosa. Procura retirar direito dos servidores comuns em detrimento do que, de fato, necessita ser enfrentado — os enormes benefícios do “andar de cima” da administração pública no Brasil.

Ora, para além desse funcionário público “comum”, existe uma casta, essa sim, que recebe salários inconcebíveis para um país de renda média. É preciso enfrentar essa situação.

Estamos falando de gente que ganha até duzentos mil reais por mês quando abocanha seus múltiplos benefícios — sabe-se de casos cujo vencimentos chegaram a 500 mil reais! Gente que tem duas férias anuais. Que pode transformar essas férias em dinheiro porque preferem as licenças que a qualquer momento lhe podem ser concedidas a “gastar” suas férias regularmente. Dentre esses motivos se inclui o de “aprimorar seus conhecimentos na Europa”.

Estamos falando de gente que — sinceramente falando — só trabalham se quando querem. Mas que decidem sobre a vida de todos nós — seja no Legislativo, seja no Judiciário.

Sim, também deputados e senadores têm privilégios demais — custam muito dinheiro aos cofres públicos e esse dinheiro precisa ser arrecadado na forma de impostos. Isso diminui a eficiência do mercado, prejudicando também por essa via, a vida do cidadão trabalhador — assim não dá!

Convenhamos, estamos falando de uma imoralidade. Estamos diante de uma situação que precisa mudar. O país não suporta mais sustentar tanta mordomia.

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