FORMAÇÃO POLÍTICA

Investir em educação.

Governo se movimenta para manter jovem na escola.

Existe uma parcela expressiva de jovens que não encontram o estímulo necessário para enfrentarem as dificuldades de vencer a fase do ensino médio. Mormente precisam colaborar com o sustento em suas casas. Muitas vezes, simplesmente desistem de lutar e partem para o consumo e o tráfico de drogas, desandando rapidamente para o crime.

Esta realidade existe e não pode ser deixada de lado por nossas autoridades. Tampouco nós, cidadãos, podemos fechar os olhos para esta triste realidade.

O programa, intitulado “Pé-de-Meia”, é uma iniciativa voltada para estudantes de baixa renda matriculados no ensino médio das redes públicas. Tem o objetivo de promover a permanência e a conclusão escolar desses estudantes. O Pé-de-Meia vai funcionar como uma poupança — os estudantes que atenderem aos critérios estabelecidos e concluírem as três séries do ensino médio, além de participarem do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), poderão receber até R$ 9.200, do Ministério da Educação (MEC).

Para ter acesso ao benefício, os alunos devem manter uma frequência mínima, serem aprovados ao fim do ano letivo, fazer a matrícula no ano seguinte, participar do Enem (no caso dos matriculados na última série do ensino médio), além de participarem de avaliações como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e exames de avaliação externa dos entes federativos para o ensino médio.

Não há como criticar um programa com estas características. Há que se lamentar que necessitemos disto. Muito melhor seria se as próprias famílias tivessem condições de proporcionar condições de tranquilidade para que os jovens estudassem, e que boas escolas fossem oferecidas a eles. Esta não é a nossa realidade atual.

Nossa realidade atual é a de que temos um cadastro de famílias necessitadas que tem funcionado a contento e, por outro lado, um contingente enorme de jovens que podem colaborar com a sociedade mas que vem sendo cooptados pelo crime.

O programa visa diminuir um problema que vem se agravando. Algo teria mesmo de ser feito. Neste sentido, parafraseando o professor Mário Sérgio Cortella: “Faça o melhor com as condições que você tem hoje”. Não é o ideal, mas é o que o governo aparentemente está tentando fazer.

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