Conforme a estrutura anticorrupção vai sendo desmontada, os escândalos vão reaparecendo no noticiário.

Um Ministro de Estado denunciado pelo pela Polícia Federal sob suspeita de corrupção. Ele nega, e diz que há “vazamentos seletivos, sem considerar os fatos objetivos”.
Uma licitação para aquisição de mantimento para uma população que sofreu um cataclisma climático. Segundo o presidente da Conab “um novo procedimento ‘mais ajustado’ será realizado”.
Estes são apenas os exemplos da semana de como, quando não há uma estrutura legal para dar resposta aos desvios de conduta dos mandatários do poder público, o que se vê é a escancarada desfaçatez.
O ministro das Comunicações Juscelino Filho (União) já vem sendo citado como responsável por diversos crimes há tempos. Lula (PT), por cálculo político, tem fingido que nada vê.
A licitação, agora cancelada, da compra de arroz para o Rio Grande do Sul espelha claramente que o governo de Lula da Silva quer trilhar sobre os mesmos trilhos erráticos do passado. Uma vergonha.
Quem viveu os momentos de glória da Operação Lava Jato não pode acreditar no que ela se transformou, muito disso, serviço do próprio STF, que sistematicamente vem derrubando toda a sua efetividade.
Transformar os agentes em réus e livrar os infratores de então é de uma sandice tão grande que só pode ser explicada pela inteligente jogada que os políticos fizeram ao criar a rivalidade entre os nacionais. Nesse sentido, o cansativo confronto esquerda/direita é o suprassumo desta estratégia bandida.
Estes casos irão frequentar as reportagens e os artigos de opinião dos jornais por algum tempo, até que outros os sobreponham. Assim, uma sujeira vai encobrindo a outra.
O trabalho desenvolvido durante a Lava Jato foi todo desfeito, temos de admitir. Mas a hora não é de lamentar, seria a de se o tentar resgatar.
O problema é que o povo prefere brigar por duas personalidades que tanto mal fazem ao país (nomeadamente: Luís Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro). Assim, se esquece de que, se há uma solução, ela não está no Planalto, nem neste Congresso irresponsável, tampouco nos pináculos de um Judiciário perdulário e que cada vez deixa mais claro as suas inclinações políticas.
A solução está nas Instituições Republicanas, tão combalidas por quem tem outros interesses, que não são necessariamente aqueles que fazem bem à sociedade, mas que servem a particulares. Aí está o verdadeiro e profundo Brasil, que políticos da estirpe de Romero Jucá (MDB) tão bem conhecem. Sim, a ordem é acabar com tudo o que pretenda fazer frente à corrupção de Estado.

O que sobra para o cidadão consciente? Desalento? Entregar os pontos? Esquecer a política e os que nos espoliam e tentar viver a vida com o que sobra? Tentar ser um novo Dom Quixote e lutar com nossa lança de madeira contra moinhos de vento? Haja psiquiatra pra nos socorrer. Ainda bem que há comunicadores de boa visão que ainda divulgam artigos como esse, que nos trazem minutos de esperança de alguma melhora algum dia.
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