Lula precisa entender que seu tempo passou. Insistir em 2026 é alimentar o bolsonarismo e manter o país dividido.

Já que decidiu antecipar a corrida presidencial, o melhor que Lula pode fazer – para si e para o Brasil – é anunciar, de forma clara e inequívoca que não irá concorrer.
O Brasil precisa se libertar da polarização entre Lula e Bolsonaro. Com o ex-capitão inelegível, já há movimentações à direita para definir novos nomes. Se Lula seguir o mesmo caminho, abre espaço para o surgimento de alternativas viáveis à esquerda ou ao centro. Assim poderíamos ter um debate eleitoral focado no futuro do país, e não nos interesses de seus messias.
Lula aparenta cansaço e abatimento. Já expressou preocupações com a saúde, que se intensificam com a idade. Talvez seja a hora de se aposentar. A possibilidade existe. Que assim seja.
Por outro lado, o cenário de fragmentação partidária começa a se reorganizar. A legislação eleitoral tem forçado legendas a se fundirem ou a formarem federações para se manterem competitivas, o que pode facilitar o processo de escolha para o eleitor.
Nas eleições de 2022, três federações foram formalizadas. Agora, para 2026, os arranjos partidários já começaram.
Na esquerda, o PT tenta manter o PV sob sua influência e busca atrair o PDT. Caso consiga, teríamos uma federação de quatro partidos, já que o PCdoB também integra o grupo.
No centro, o PSDB estuda uma fusão com o PSD e mantém diálogos com o MDB. Vale lembrar que o PSDB nasceu de uma dissidência do antigo PMDB. Se a união se concretizar, será um retorno às origens, 38 anos depois.
Até mesmo o Centrão – historicamente formado por partidos sem identidade ideológica definida – cogita uma federação, envolvendo PP, Republicanos e União Brasil (que já é fruto da fusão entre PSL e Democratas).
Menos partidos e uma eleição sem Lula e Bolsonaro. É o que o Brasil precisa. É o que um eleitor esclarecido espera.

Viva o Presidencialismo! Como deixar os salvadores da pátria fora das eleições?
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