
Somos inocentes úteis acreditando em tudo que se escreve ou se fala dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), do presidente da República, de nossos (?) senadores, deputados federais, governadores e prefeitos?
A pergunta surge da afirmação “Diálogo ou a sombra da ruptura” (OESP, 08/01/2024, A5) que advém da “carroça política” (idem) e que confirma que o Brasil, há muito tempo apresenta soluços no refrão “sabe com quem está falando”, “bolsonarianos”, onde o conservadorismo, mesmo guturais, nada culturais, tentam tapar o sol da democracia com uma peneira, uma democracia que o autor do artigo mencionado, (C.A.Di Franco) nomeia e busca na “força e o brilho da liberdade”.
No contexto do artigo, se constrói uma visão real da arena política brasileira, onde fanáticos de todos os tipos olham para um grande jardim e esplanada chamada Brasília, como se o local fosse a famosa “Casa da mãe Joana”.
Adentrando ao local são encontrados diferentes níveis intelectuais que ocupam salas e cargos de nomes “pomposos” e agem como se o ambiente (material, político e principalmente social) permitisse fazer o que quisessem, sem respeitar nenhum tipo de normas da casa ou as leis locais ou gerais.
Brasília e várias capitais e cidades pelo Brasil afora estão repetindo, pelos seus representantes públicos, as artimanhas da Rainha de Nápolis e Avignon, Joana I, que acobertava prostíbulos obrigando a todos os frequentadores a pagarem as “taxas de pedágio” tão a gosto de nossos representantes legais e ilegais. “Ao agirem dessa forma ensimesmada, apartada dos anseios de boa parte da população,.. ”
Brasília e tantos outros locais onde políticos e zumbis agregados que sobrevivem à custa do “toma lá, dá cá”, poderiam ser identificados como frequentadores da “Casa de mãe Joana”.
Mas existe uma diferença, Joana era rígida tanto com os habitantes da casa, quanto com os visitantes — aqueles de passagem, por que ela sabia que muitos, chegando a estes locais, fazem de tudo para permanecerem no “dolce far niente”? Inclusive ela, no cargo semelhante a um Presidente da República, do Senado e até de ocupantes de cargos públicos, chamados vitalícios.
Joana estará chegando ao mesmo ponto do artigo “...parecem não perceber que suas decisões e atos são cada vez menos vistos como justos e legítimos.” Será necessária uma Ruptura para que haja DIÁLOGO…
Por Tibor Simcsik – Colaborador









