Os partidos que se esforçam por lançar uma chapa de terceira via finalmente entraram em um acordo. A cúpula do PSDB fechou acordo para apoiar Simone Tebet (MDB) ao planalto tendo Tasso Jereissati (PSDB) como vice. O Cidadania, que formou uma federação partidária com o PSDB também participa da aliança.
O grande entrave para o apoio dos tucanos a Tebet se encontrava no Rio Grande do Sul, estado em que o PSDB quer relançar o nome do ex-governador Eduardo Leite ao Palácio Piratini. Para tanto, o atual pré-candidato ao governo do estado pelo MDB, deputado estadual Gabriel Souza deve abandonar sua candidatura e acomodar-se como vice de Leite.
Para selar o acordo os partidos tiveram de abrir mão da tradição: o PSDB nunca deixou de ter candidatura própria para a presidência da República e o MDB tem forte penetração no Rio Grande do Sul, onde jamais deixou de oferecer um nome para a disputa do governo do estado.
A ideia do pré-candidato ao governo do Estado pelo Republicanos, Tarcisio Freitas de trazer a sede do governo do Estado para o centro da cidade de São Paulo foi ironizada por outros postulantes ao cargo que afirmaram que isso demonstra o que já vem sendo explorado pelos seus confrontantes – Tarciso, que é carioca, não conhece mesmo nada do estado que pretende governar.
Fernando Haddad (PT) quer atrair para sua campanha ao governo do estado Marina Silva (Rede). Além do bom relacionamento, a ex-ministra tem o poder de atrair votos ao centro. Quem anda colocando obstáculos à união é o próprio PT, já que Marina chegou a apoiar Aécio Neves (PSDB) em 2014, o que para os petistas foi um ato de traição difícil de perdoar.
Todavia o partido Rede deixou seus correligionários livres para apoiar Lula (PT) ou Ciro Gomes (PDT) e pode ainda lançar Marina como candidata a Deputada Federal, já que o potencial de votos dela é alto e isso atrairia muitos votos e ajudaria a legenda a atingir a cláusula de desempenho. A Rede se federalizou com o Psol e ambos tem de se esforçar por cadeiras a preencher na Câmara.
Romeu Zema, governador de Minas deixou claro, em entrevista ao jornal O Globo de que seu candidato à presidência é Luiz Felipe d´Ávila, o candidato do seu partido, Novo. Isso joga água fria sobre as intenções de Bolsonaro (PL), que procura um palanque que o apoie no segundo maior colégio eleitoral do país. Lula já se agarrou a Alexandre Kalil (PSD).
Após declinar a compor chapa com Felipe Santa Cruz (PSD) ao governo do estado, o ex-prefeito e atual vereador Cesar Maia (PSDB) tem sido cortejado para vice de Marcelo Freixo (PSB), naquilo que seria uma ‘frente ampla’ contra o bolsonarismo no Rio. O cenário replicaria o que foi feito a nível nacional, com Lula (PT) e Alckmin (PSB).
O PDT carioca está em polvorosa. Isso porque o PT lançou um comitê eleitoral intitulado “Brizolula” o que fere, segundo os pedetistas, a história de Leonel Brizola, fundador do partido que tem hoje Ciro Gomes como candidato à presidência e Rodrigo Neves a governador. Para o presidente nacional da sigla Carlos Lupi, trata-se de pura provocação, sem nenhuma legitimidade.
Mesmo tendo desistido da corrida presidencial o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) ainda tem algo a dizer. Marcou para o próximo dia 13 um pronunciamento no qual pretende anunciar o seu futuro político.
Em entrevista ao portal Antagonista, Ciro Gomes (PDT) descartou a possibilidade de aproximação de sua candidatura à de Lula. O pedetista segue firme com sua candidatura certo de que com o andar da campanha irá romper finalmente a casa dos dois dígitos de intenção de votos. Atualmente está estagnado nos 7%.
Ciro Gomes aposta no crescimento de sua campanha.
Além disso, as pré-campanhas de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) entraram em modo de não agressão uma a outra, o que já é uma grande lufada de ar puro nesta, que promete ser a mais agressiva campanha presidencial que o país já enfrentou. Sendo Ciro conhecido por sua enfatica maneira de confrontar ideias, esse pacto pode até sugerir algo a mais…
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Apesar de ainda depender de acordos regionais no Rio Grande do Sul, Pernambuco e Mato Grosso do Sul, o PSDB já fez uma definição – o nome do vice na chapa de Simone Tebet (MDB) do partido será mesmo o do ex-governador do Ceará Tasso Jereissati. Isso demonstra que o partido não deve, como ainda insiste uma ala, participar das eleições com candidatura própria.
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Romeu Zema, governador de Minas deixou claro, em entrevista ao jornal O Globo de que seu candidato à presidência é Luiz Felipe d´Ávila, o candidato do seu partido, Novo. Isso joga água fria sobre as intenções de Bolsonaro (PL), que procura um palanque que o apoie no segundo maior colégio eleitoral do país. Lula já se agarrou a Alexandre Kalil (PSD).
Zema garante que irá apoiar o candidato de seu partido à presidência.
Bolsonaro também avança sobre o União Brasil que, a despeito de ter lançado o nome de seu presidente Luciano Bivar à presidência, pode se dobrar às investidas do presidente e ceder valioso tempo de exposição em rádio e TV, além do vultoso fundo eleitoral que o partido detém.
Um grupo composto por empresários, intelectuais e ativistas partiu para o apoio explícito à candidatura de Simone Tebet (MDB). A origem deste grupo remonta a origem do próprio PSDB, já que não conseguiram enxergar dentro de suas próprias fileiras um nome que pudesse representar seus anseios, que consiste em buscar uma alternativa viável à polarização Lula-Bolsonaro, especialmente após o ex-governador de São Paulo João Doria abandonar a disputa exatamente por não ter encontrado apoio suficiente para seguir no páreo.
Trata-se de um aceno favorável que a Senadora recebe já que esse grupo tem o poder de influenciar nos destinos de uma candidatura – é um apoio que pode alavancar o nome de Tebet para se destacar o suficiente para romper ao menos com a barreira dos 10% de intenção de votos – barreira que Ciro Gomes (PDT) ainda não conseguiu romper.
Para tanto, foi publicado um manifesto no site change.org – um espaço na internet utilizado para a promoção de abaixo-assinados on-line, intitulado “Vamos reconstruir o Brasil” que conta, até o momento com pouco mais de oito mil assinaturas. Porém, como o manifesto está no ar há mais de duas semanas e como houve inclusive divulgação do mesmo através da imprensa, não se pode considerar esse número de assinaturas significativo, ao menos até o momento.
O manifesto foi criado por Teresa Brecher, criadora da ACTC (Associação de Assistência à Criança e ao Adolescente Cardíacos e aos Transplantados do Coração)
O grupo que criou o manifesto se autointitula como “um coletivo em apoio à pré-candidatura à presidência da Senadora Simone Tebet” e não se vê como um movimento de empresários mas como um grupo que tem ideias muito diferentes daquelas defendidas por associações patronais ou confederações da indústria e do agronegócio. Dizem pensar de forma completamente diferente em relação à políticas ambientais, reformas necessárias ao desenvolvimento do país e também em questão de “constumes”.
O manifesto fala em “unir o país em um projeto de nação” e chama a atenção para o fato de que “alternativas são essenciais porque forçam o debate, a comparação de propostas, a análise de trajetórias de vida.” O grupo tem razão – é necessário discutir nosso país.
O grupo pretende que exista ao menos um segundo turno e que, desta maneira, haja mais condições de se discutir um projeto para o Brasil, uma discussão que não fique refém da polarização direita-esquerda à qual o país se vê preso neste momento. Pode sim, ao menos dinamizar uma candidatura que assuma a postura de uma terceira via viável nas urnas, o que já seria uma grande conquista nesses tempos de alta polarização política.
A maneira como as regras eleitorais são produzidas podem ajudar ou inviabilizar uma candidatura. Não é à toa que as regras no Brasil vivem mudando – umas para ajudar quem está no poder a se manter nele, mas também existem mudanças que ao longo do tempo vão tornando o sistema mais democrático. O importante é que conquistas não sofram recuos!
Distritos eleitorais- parte 1
Os distritos eleitorais têm a ver com o espaço territorial no qual um candidato deve concorrer por uma vaga, apresentando-se, através de um partido político, aos eleitores.
Assim, quando pensamos no caso dos prefeitos e vereadores, o distrito eleitoral é o Município. No caso dos governadores, deputados (federais e estaduais) e senadores, o distrito eleitoral é o Estado Federado. Já para a eleição do presidente da República todo o Brasil se torna um grande distrito eleitoral.
Outro ponto a se levar em consideração diz respeito ao número de candidatos que cada distrito irá eleger.
Para os cargos do Executivo (Prefeitos, Governadores e Presidente) temos apenas um eleito por distrito, mas quando o assunto é o Legislativo, a coisa muda de figura.
O município de São Paulo possui 55 vereadores.
No caso dos vereadores, o número de eleitos está relacionado à população do Município. Esse número varia entre 9 eleitos até 55, que é o número de vereadores que uma metrópole com São Paulo tem, por ter mais de 8 milhões de habitantes.
A seguir inserimos a tabela fornecida pelo Senado Federal com a relação população x número de vereadores. Confira, pela população do seu município, o número máximo de vereadores que sua cidade pode ter.
Lembre-se de que você vota somente em um e que, nem sempre ele será eleito.
Pense nisso para entender o quanto é difícil acompanhar um candidato depois que ele recebe sua cadeira.
nº de vereadores x nº de habitantes nos municípios 09 ………………………… até 15 mil 11 ………………………… acima de 15 mil até 30 mil 13 ……………………….. acima de 30 mil até 50 mil 15 ……………………….. acima de 50 mil até 80 mil 17 ……………………….. acima de 80 mil 120 mil 19 ……………………….. acima de 120 mil até 160 mil 21 ……………………….. acima de 160 mil até 300 mil 23 ……………………….. acima de 300 mil até 450 mil 25 ……………………….. acima de 450 mil até 600 mil 27 ……………………….. acima de 600 mil até 750 mil 29 ……………………….. acima de 750 mil até 900 mil 31 ……………………….. acima de 900 mil até 1,050 milhão 33 ……………………….. acima de 1,050 milhão até 1,2 milhão 35 ……………………….. acima de 1,2 milhão até 1,350 milhão 37 ……………………….. acima de 1,350 milhão até 1,5 milhão 39 ……………………….. acima de 1,5 milhão até 1,8 milhão 41 ……………………….. acima de 1,8 milhão até 2,4 milhões 43 ……………………….. acima de 2,4 milhões até 3 milhões 45 ……………………….. acima de 3 milhões até 4 milhões 47 ……………………….. acima de 4 milhões até 5 milhões 49 ……………………….. acima de 5 milhões até 6 milhões 51 ……………………….. acima de 6 milhões até 7 milhões 53 ……………………….. acima de 7 milhões até 8 milhões 55 ……………………….. acima de 8 milhões
fonte: Agência Senado
No próximo post falaremos sobre as Assembléias Legislativas dos Estados, onde estão alocados os nossos Deputados Estaduais.
Apesar de ainda depender de acordos regionais no Rio Grande do Sul, Pernambuco e Mato Grosso do Sul, o PSDB já fez uma definição – o nome do vice na chapa de Simone Tebet (MDB) do partido será mesmo o do ex-governador do Ceará Tasso Jereissati. Isso demonstra que o partido não deve, como ainda insiste uma ala, participar das eleições com candidatura própria.
Jereissati deve ser o nome do PSDB na chapa com Tebet (MDB)
Romeu Zema, governador de Minas deixou claro, em entrevista ao jornal O Globo de que seu candidato à presidência é Luiz Felipe d´Ávila, o candidato do seu partido, Novo. Isso joga água fria sobre as intenções de Bolsonaro (PL), que procura um palanque que o apoie no segundo maior colégio eleitoral do país. Lula já se agarrou a Alexandre Kalil (PSD).
Governador de Minas diz apoiar o candidato de seu partio à presidência.
O presidente do Unão Brasil, Luciano Bivar lançou sua própria candidatura à presidência. Na prática, o que ele fez foi deixar o partido, que é dono da maior quota do Fundo Eleitoral e do maior tempo de rádio e TV, livre para negociar regionalmente apoio a outro candidato, leia-se, Jair Bolsonaro (PL).
Bivar lança sua própria candidatura ao Planalto.
Já Sérgio Moro, que deixou o Podemos, onde seria o candidato à presidência e migrou para o União tem visto agora minguarem suas chances de se lançar ao Senado por São Paulo. O partido quer que ele se lance à Câmara dos Deputados porque seu potencial de votos pode ‘puxar‘ mais ao menos cinco deputados para o partido. Moro confirmou seu nome ao Senado há poucos dias.
Moro pretende uma vaga ao Senado por São Paulo
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Lula (PT) admitiu que tem buscado apoio de nomes que ajudaram a concretizar o impeachment de Dilma Rousseff (PT). O petista se justificou dizendo que faz política vivendo o momento porque “se não conversar, não faz política”. Indo além, Lula disse que Geraldo Alckmin (PSB), seu atual vice não apoiou o que trata como “golpe parlamentar” contra Dilma.
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PT e PSB colocaram uma data limite – 15 de junho – para que se resolvam os impassem regionais que ainda persistem quanto a escolha do candiato a governador nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo. Sendo o foco do PT São Paulo, os demais estados podem pender para o PSB. Também há impasses quanto a vaga ao Senado no Rio de Janeiro.
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O Psol, que foi fundado como uma dissidência do PT por não concordar com o caminho ‘burguês‘ que a sigla tomou após chegar ao poder através de Lula, agora assiste a debandada de um grupo de suas fileiras. A desfiliação foi anunciada em uma carta intitulada “Ruptura com o Psol“. Esse gurpo enxerga uma descaracterização da silga que se une em federação partidária com o mesmo PT, que hoje traz Geraldo Alckmin (PSB) como vice de Lula.
Marinalva Oliveira deixa as fileiras do Psol
Uma das desfiliações mais sentidas foi a de uma de suas fundadoras, Marinalva Oliveira, que além de professora universitária é militante pelo direito das pessoas com deficiência. Para ela, “a adesão do Psol a frente ampla e à federação [com o PT] impossibilita a luta pelos interesses da classe trabalhadora”.
Jair Bolsonaro (PL) interviu pessoalmente entre o presidente do seu partido Valdemar Costa Neto e o apresentador José Luiz Datena (PSC) para que o apresentador seja o candidato ao senado na chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Acontece que os dois haviam trocado farpas no último fim-de-semana ao ponto de Datena dizer que parecia que “a política havia desistido dele”. Bolsonaro quer o apresentador com ele em São Paulo.
Com a desistência de Doria à corrida presidencial, cresce a importância para o partido permanecer à frente do governo do estado. A disputa não será nada fácil. Rodrigo Garcia (PSDB) terá de passar por Márcio França (PSB) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) para enfim encarar Fernando Haddad (PT) num possível segundo turno. O grande trunfo do tucano é estar com as chaves do cofre e com a caneta nas mãos.
Lula e Kalil (PSD) fecharam definitivamente o acordo que dará ao petista um palanque privilegiado no Estado. Como o outro forte candidato, Zema (Novo) estará comprometido com o candidato do seu partido, Luiz Felipe d’Ávila, isto representa um grande passo para Lula se firmar no segundo maior colégio eleitoral do país, que também é conhecido por fazer presidente aquele que vence por ali. Mas Bolsonaro ainda não desistiu de ter palanque com Zema no estado.
Ficou fechado, portanto, que o atual senador Alexandre Silveira (PSD) será o indicado da coligação para reeleição ao senado, deixando de lado o preferido de Lula, o atual deputado federal Reginaldo Lopes (PT), que irá coordenar a campanha em Minas. Já o PT ficará com a vaga de vice de Kalil, que será ocupada pelo atual deputado estadual André Quintão.
O atual prefeito da capital Eduardo Paes (PSD) tem sido aconselhado a desistir de tentar lançar para o governo do estado o advogado Felipe Santa Cruz (PSD) já que esta candidatura não está decolando e isto pode ser colocado na conta de Paes, que não tem tido boa avaliação deste atual mandato. Outro que não quis embarcar neste projeto foi o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (PSDB) cujo pai, César Maia havia sido convidado para ser vice de Santa Cruz. Por hora, a resposta tem sido negativa.
O atual governador do Rio, Cláudio Castro, que é do partido do presidente Jair Bolsonaro (PL) tem convivido com algumas incoerências políticas na sua gestão. Existe um bloco intitulado “Castro-Lula”, que prega uma aliança velada entre o governador bolsonarista e o PT. Além do mais, o candidato ao senado pelo Partido dos Trabalhadores André Ceciliano mantém aliados bem próximos ao governador.
É ponto incontroverso de que as eleições deste ano para a presidência da República está até o momento concentrada nos dois pólos que se auto excluem, num jogo interessante para ambos os lados pois isso lhes garante um lugar ao sol no segundo turno da disputa.
Lula e Bolsonaro saem ganhando com a polarização, eliminado assim pretensos adversários.
E, na tentativa de quebrar essa polarização tem-se buscado um nome de consenso que consiga se gabaritar para, deixando um dos pólos pelo caminho, possa enfim duelar pela presidência da República.
Este candidato teria grande chance de vencer porque teria todas as condições de captar os votos recebidos por aquele polo que saiu perdedor do primeiro round, eis que os eleitores deste jamais votariam no extremo que sobreviveu – matemática pura e lógica simples.
De saída, o PSDB, após unir-se em federação partidária ao Cidadania juntou forças com o MDB e, naquele momento, também ao União Brasil para oferecer um nome que pudesse preencher este vazio – o que convencionou-se chamar de “terceira via”.
Acontece que, como ficou claro com o decorrer do tempo, o PSDB não consegue se unir nem internamente. Rifou o vencedor de suas prévias partidárias, João Doria, sonegando a este o direito obtido pelo voto dos tucanos.
Mas antes mesmo disto o União Brasil – que foi formado pela fusão dos antigos PSL e DEM já havia se retirado do acordo por entender que esta pretensa terceira via, factualmente, não existe. Sabe-se todavia, que a razão não é essa – o partido quer, em verdade, apoiar o lado que melhor lhe convier – isso faz parte do jogo. O partido possui ativos importantíssimos nesse momento como vultosas verbas para gastar e bastante tempo de rádio e TV, tudo muito útil e cobiçado por qualquer candidato neste momento.
Luciano Bivar, do União Brasil preferiu retirar seu partido de chamada frente democrática e tenta viabilizar seu próprio nome à presidência.
Mesmo assim, este grupo – PSDB/Cidadania e MDB – vem se arvorando no direito de se apresentar como uma ‘terceira via’.
Mas diante de todas estas dificuldades e de tantas candidaturas que vem enfrentando percalços para se firmarem, surge um questionamento. E quanto a Ciro Gomes (PDT), porque o ex-governador do Ceará não pode se apresentar efetivamente como esta terceira via?
Quando se cogita a falar dos candidatos à presidência, o nome de Ciro vem sendo negligenciado ou tratado apenas como um apêndice à esquerda, um certo desdém ao nome de um candidato que já foi ministro de estado, governado e que possui um livro escrito intitulado “Projeto Nacional: O dever da esperança”. O que se vê, na prática, é que Ciro não está conseguindo decolar com sua campanha, não atingindo 10% das intenções de voto.
Ciro Gomes tem sido ignorado tanto por Lula quanto por Bolsonaro que não respondem às suas investidas.
Observa-se que, após ter sido tirado do páreo nomes como o de Sérgio Moro (União) e João Doria (PSDB), trabalha-se agora para dar o mesmo destino ao nome de Ciro Gomes.
A verdade é que quanto menos candidatos sobrarem, mais perto se estará de se eleger um presidente logo no primeiro turno e certamente de um dos dois pólos que hoje se autoclassificam como perfeitos para assumir o comando da Nação mas que têm o outro como inaceitável e intolerável para governar o Brasil. Isto certamente significaria um risco à nossa democracia e mesmo à ordem institucional vigente.
É preciso que os dirigentes partidários compreendam o momento por que passa a política nacional e façam esforços para viabilizar o diálogo político. O que se tem visto é um mero cálculo de ganhos imediatos que, infelizmente, os caciques dos partidos sabem fazer bem.
Ao rifar bons nomes que poderiam promover um debate mais amplo sobre nossas questões fundamentais, estão, na verdade deixando de lado suas preocupações com o futuro da Nação, deixando-se conduzir por uma discussão maniqueísta que oculta o seu verdadeiro objetivo: tomar, ou nele se manter.
Em 2018, Bolsonaro foi eleito exatamente porque, devido ao atentado que sofreu, ficou impossibilitado de debater diante do eleitor e apresentar suas verdadeiras ideias. Depois, foi só colocar as redes sociais para fazer o trabalho da desinformação contra os adversários e atrair para si o apoio de dirigentes partidários, que já sentiam o cheiro do poder exalar daquela candidatura.
Já passou da hora de deixar esta neblina se dissipar para que outros nomes possam, juntos, debaterem o melhor para o país. Se Tebet se anuncia como uma provável terceira via, porque não Ciro Gomes ser uma quarta ou Luiz Felipe D’ávila (Novo), uma quinta opção?
Se Tebet é a terceira via, porquê não uma quarta ou uma quinta via?
Sendo a política a arte do diálogo, devemos nos esforçar para escapar da armadilha do discurso uniforme, que apenas renega as grandes questões a segundo plano e se contenta com o perigoso jogo do “nós contra eles”.
No fundo somos todos brasileiros e brasileiras e é o destino de todos que está em jogo – tenhamos boa-fé.
O PSDB já precificou seu apoio ao nome de Tebet (MDB) à presidência. Além da vice-presidência o partido quer que o MDB apoie o nome de um tucano nas eleições para governador do Rio Grande do Sul, Pernambuco e Mato Grosso do Sul.
Bruno Araujo, presidente do PSDB.
O partido Novo mantém a escrita e abriu mão dos R$ 87 milhões a que tinha direito para financiamento de campanha, verba vinda do Fundo Eleitoral. Para o cientista político e pré-candidato à presidência da República Luiz Felipe d’Avila, o partido não precisa de tanto para fazer uma campanha eleitoral. Trata-se, na verdade, de uma ato de coerência. O partido moveu ação no STF contra o valor do fundo deste ano, mas foi derrotado . O dinheiro ficará com os cofres públicos.
Pré-candidato pelo Novo, d’Avila dispensa o Fundo Eleitoral.