FORMAÇÃO POLÍTICA

Radar das eleições

A retomada dos trabalhos do STF colocará em pauta vários temas caros às eleições deste ano. Um deles diz repeito à configuração da formação das Federações Partidárias, em especial ao prazo para a formação das mesmas. A prevalecer decisão emitida pelo TSE o prazo vai até abril mas o PT levou a questão ao Supremo para tentar garantir mais tempo para negociações. Outro assunto importante é o que trata do valor dos fundos partidários, absurdamente aumentados para estas eleições.

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PSDB e MDB são partidos conhecidos por abrigar várias alas de tendências nem sempre convergentes – os chamados “partidos guarda-chuva“. Portanto, como era de se esperar, Dória enfrenta racha no PSDB após as prévias que o credenciou para a disputa ao Planalto – existe, inclusive uma dissidência a favor do apoio à candidatura da senadora Simone Tebet (MDB).

Calheiros e Lula: velha amizade

Já pelos lados do MDB Renan Calheiros, um dos cacique da sigla tem demonstrado apoio à candiatura de Lula (PT) à presidência.

Não é por outra razão que o MDB nunca tenha eleito um presidente (apenas vice que por ocasião se tornaram presidente, como José Sarney, Itamar Franco ou Michel Temer) e o PSDB não consegue emplacar mais ninguém após FHC.

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Radar das eleições

Apesar das negociações que estão acontecendo para a formação de federações partidárias estarem concentradas mais à esquerda a primeira federação que pode se consolidar se encontra mais ao centro: PSDB Cidadania estão próximos de selar acordo.

João Doria tenta emplacar uma
federação entre PSDB e Cidadania

Por outro lado, bastou mais um sinal de Rodrigo Pacheco (PSD) de que ele prefere tentar se reeleger como presidente do Senado para Lula investir sobre o partido na tentativa de trazer Alckmin e formar a sua chapa dos sonhos. A semana promete.

Agora, novidade mesmo trouxe O Globo. Segundo o jornal, tem alguns políticos que andavam afastado se movimentando nas redes sociais: ante a onda antilavajista e o vale-tudo da política atual projetam breve retorno ao parlamento. Entre eles Eunício Oliveira, Delcídio Amaral, Romero Jucá… afinal de contas, quem tem voto tem assento garantido na casa do povo, né!

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Queda de braços

Amigos e amigas, a queda de braços entre Jair Bolsonaro e o Ministro do STF Alexandre de Moraes deve ganhar tons dramáticos.

Pode isto, Arnaldo?

Nesta semana o presidente se recusou a cumprir ordem judicial. Pode isto Arnaldo?

O pior está por vir. O Ministro deve assumir a presidência do TSE – Tribunal Superior Eleitoral pouco antes das eleições, que ocorrerão em outubro deste ano. O clima tende a esquentar bastante.

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Demorou, mas a Anvisa finalmente liberou a venda de autotestes contra a Covid-19 no Brasil. Isto certamente aliviará bastante o sistema de saúde porque dado a boa cobertura vacinal que o país alcançou muitos infectados sequer necessitarão ir até os postos de atendimento médico, liberando espaço para os que realmente precisam.

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Boa notícia a vista: a tecnologia 5G deve gerar até 50 mil novos postos de trabalho já em 2022 e até 670 mil até 2025. O problema é que por se tratar de trabalho qualificado, muita gente vai ficar fora desta onda. Já passou da hora deste país colocar em prática uma política consistente de educação para atender as duas necessidades – a dos empresários que precisam de mão-de-obra e a dos trabalhadores, que precisam se qualificar para assumirem as vagas. Esta é a face má mesma notícia: nossa prioridade no momento não é educação. Parece que continuamos presos à ilusão do futebol.

O empresário alerta para as velhas armadilhas a que o Estado brasileiro está preso.

Além disto, nosso país segue, conforme palavras do empresário Marco Stefanini, em entrevista ao jornal O Globo (23.jan) “preso a armadilhas antigas, como o tamanho do Estado, o excesso de burocracia, uma visão de sociedade não totalmente capitalista e empreendedora”. Coisas para se pensar em ano de eleição.

Já o pré-candidato à presidência pelo partido Novo, Luiz Felipe D’Ávila escreveu um artigo no Estadão (26.jan) intitulado “Potência Ambiental” que trouxe um receituário, simples e factível de como o Brasil pode e deve aproveitar sua enorme potencialidade ambiental para se inserir na nova economia global de forma proeminente. De fato, não há país no mundo que pode se beneficiar melhor desta nova maneira de enxergar o binômio natureza/economia do que o Brasil.

Aliás, a proteção ambiental foi a tônica do documento que a OCDE – o clube dos países ricos –enviou ao Brasil para convidá-lo a abrir oficialmente o processo de ingresso na organização.

Porém, sendo uma das exigências da OCDE a questão ambiental, como entender que o governo enxerga com seriedade a possibilidade de erguer três megausinas hidrelétricas na Amazônia? Queremos ou não ingressar na OCDE?

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A cifra que Sérgio Moro disse ter recebido de uma consultoria – 3,7 milhões de reais e sua ponderação de que Lula e Flávio Bolsonaro tem recebido cifras ainda maiores seja em consultorias ou rachadinhas demonstra duas realidades trágicas deste Brasil das desigualdades: a distância que existe entre aqueles que estão no poder e aqueles que lá os colocam e o fato de que Moro está aprendendo rápido a se portar como um político profissional.

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tradicional cinema reabre
as portas em São Paulo

Resistência. É assim que devemos ver a reestreia do cine Bijou na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo. Resistência do cinema-arte sobre os blockbusters. Resistência da telona em face dos streamings. Resistência da cultura contra a crise provocada pela pandemia e pela política do governo federal em relação à cultura em geral e ao cinema em particular. O cine Bijou voltou rebatizado: Satyros Bijou e está sob a administração dos fundadores da companhia de teatro Os Satyros. Vida longa à casa!

E vem do Butão, aquele país asiático que não mede o PIB, mas o índice de felicidade de seu povo uma das mais notórias novidades do Oscar para este ano. “A Felicidade das Pequenas Coisas” do diretor Pawo Choyning Dorji apareceu ao menos na shortlist de produções internacionais divulgada esta semana. A conferir se avança para a lista final.

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Faleceu esta semana o filósofo Olavo de Carvalho. Figura que aproximou, mas também separou através de seu pensamento os bolsonaristas. Seu trabalho como filósofo é questionável e se concentrou em temas caros à chamada “nova direita”, como a questão da educação infantil no qual combatia a política do ensino da ideologia de gênero, além de uma luta incessante contra o que chamava de “marxismo cultural”. Jair Bolsonaro chegou a decretar luto oficial de um dia – coisa rara de se ver.

Boa semana a todos.

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Drops de Política

WASHINGTON LUÍS – O “paulista de Macaé” governou o Brasil entre 15/11/1926 até 24/10/1930, quando foi deposto.

Washington Luís foi deposto quando faltavam
poucos dias para terminar seu mandato.
  • Wahington Luis chegou a presidência após ter construído uma robusta carreira política: foi deputado federal, senador, prefeito e governador de São Paulo. Terminaria bem seu mandato não fosse a crise da bolsa de NY em 1929 que derrubou o valor do café. Mas além disto teve um outro fator preponderante: sua insistência em indicar seu sucessor.
  • Ao indicar o paulista Júlio Prestes quebrou o acordo da política do café com leite e causou revolta dos mineiros que se juntaram aos descontentes políticos gaúchos e paraibanos. Este grupo conseguiu o apoio do movimento do Tenentismo – que havia sido desmantelado por Arthur Bernardes mas anistiado por ele – e juntos o depuseram, conduzindo Getúlio Vargas ao poder em 1930. Interessante observar que o tenentismo se voltou contra ele porque nem todos os que haviam sido presos anteriormente obtiveram a anistia.
  • Em 1928 foi internado às pressas – oficialmente em função de uma apendicite. Porém, foi forte o rumor de que o presidente havia sido atingido por um tiro de revólver disparado pela amante em um hotel do Rio de Janeiro.
  • Finalmente, foi durante seu mandato, em 1927 que o primeiro estado brasileiro permitiu o voto feminino – uma salva de palmas para o Rio Grande do Norte!
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Radar das eleições

O apoio que a candidatura de Sérgio Moro (Podemos) recebeu do MBL abriu a ele as portas do engajamento nas redes sociais, atualmente tão ou mais importante do que própria campanha eleitoral em rádio e TV.

Aliás, apoios a candidaturas devem tornar a janela para as mudanças partidárias que vai se abrir em breve muito ativa. Kim Kataguiri deve trocar o DEM pelo Podemos, de Moro. O também integrante do MBL Arthur do Val deve seguir o caminho do Podemos, deixando o Avante.

Joice Hasselmann deixou o PSL e partiu
para o PSDB em apoio a João Doria.

Já na esfera de Bolsonaro, uns vão outros vem. Marcelo Ramos, vice presidente da Câmara deixa o PL devido a chegada do presidente à sigla. No sentido inverso o deputado federal Marco Feliciano abandona o Republicanos e vai para o PL.

Por não concordar com os rumos da aliança do PT de Lula, que almeja trazer Alckmin para o barco, o deputado federal Davi Miranda sai do PSOL e pula para o PDT, de Ciro Gomes, lembrando que Marcelo Freixo também deixou o PSOL e deve se candidatar ao governo do Rio de Janeiro pelo PSB.

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Radar das eleições

Apesar do pedido do PT e do PSB para que o TSE amplie o prazo para o pedido de formalização de federações partidárias, o órgão resiste e pretende manter o calendário intacto. Algumas federações estão no radar dos partidos mas disputas regionais têm emperrado as negociações.

PT e PSB tentam viabilizar a candidatura Lula-Alckmin. Por outro lado, PDT, Avante e Rede conversam, ainda que as incompatibilidades regionais praticamente inviabilizam a formação de uma federação entre as três siglas.

Atual presidente do TSE,
Luis Roberto Barroso
pretende manter os prazos

Uma federação bem à esquerda seria composta pelos partidos PC do B, PSOL, PV e, aqui também a Rede conversa. PT e PSB poderia entrar aqui também, tornando-a mais ampla.

Outra federação, mais à centro-direita poderia ser formada entre PSDB e Cidadania.

Como o prazo é até abril, se não houver mudança no calendário, ele está bem curto mesmo.

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Radar das eleições

A plataforma de mensagens Telegram deve ser banida das eleições de 2022 caso não colabore com a Justiça brasileira. Por não ter representação no país, o aplicativo simplesmente não responde aos chamados. A preocupação do TSE é legítima porque a guerra de notícias falsas vai encontrar no Telegram um ambiente perfeito. O MPF (Ministério Público Federal) está preparando o cerco. Ainda dá tempo da plataforma se pronunciar.

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João Santana emprestará o seu talento
a favor da candidatura de Ciro Gomes

Falando de campanha institucional, os presidenciáveis estão à procura de marqueteiros para lhes auxiliarem a convencer o eleitorado. Ciro Gomes (PDT) se adiantou e garantiu João Santana. Bolsonaro (PL) conversa com Duda Lima. Lula (PT) está entre o criador do slogan “Lula lá” Paulo de Tarso Santos e Sidônio Palmeiro. A campanha de Sérgio Moro (Podemos) está em entendimendo com Paulo Vasconcelos enquanto João Dória (PSDB) parece se inspirar no seu pretenso Ministro da Economia – está negocinado com os criadores do “chama o Meirelles“, Chico Mendes e Guillermo Raffo. Simone Tebet (MDB) fala em Felipe Soutello, que auxiliou Bruno Covas quando candidato à prefeitura de São Paulo.

Não obtemos informações quanto à campanha do pré-candidado Luiz Felipe D’Ávila (Novo).

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Radar das eleições

Lula demosntra mais uma vez que é um político nato.

Lula procura se aproximar de uma ala do PSDB que permanece fiel a Geraldo Alckmin. Se encontrou recentemente com Aluísio Nunes Ferreira, que foi candidato a vice de Aécio em 2014. Já conversou com Fernando Henrique Cardoso. O que pretende demonstrar é que tanto PT quanto PSDB – uma dissidência do MDB, surgiram sob a mesma bandeira – contrária ao autoritarismo militar. Todo prato mal ajambrado pode ser melhorado com um bom tempero e é isso que Lula procura fazer agora. Não se pode negar: trata-se de um exímio político.

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Fora do páreo

Berlusconi desiste de sua candidatura.

Berlusconi anunciou que desistiu de se candidatar à presidência da Itália. Disse que tinha votos para ganhar mas que, em prol da unidade, vai abandonar a disputa. Que decisão honorável não? Só que não. Na verdade, ele sabe que falta-lhe votos e apoio político para se tornar presidente – então desistiu.

Observar um tubarão deste porte desistir da caçada nos leva a pensar que, se não houvesse tamanho apoio politico às duas bandas podres que assistimos impassíveis e atônitos se digladirem pela presidência do Brasil, certamente eles próprios poderiam também tomar decisão semelhante. Parece um sonho né? Pois é. Além do mais, eles sabem que têm mais que apoio político. Podem usar o horror que os eleitores de um sentem pelo o outro para turbinar uma disputa em que o único perdedor se chama Brasil – seu povo e seu futuro.

Apenas em um exercício de imaginação: dá para perceber o quanto seria sadio para a política nacional se nesse momento tanto Lula quanto Bolsonaro, por uma intervenção divina amanhecessem e disessem: “não irei disputar a presidência neste ano”?

Dá pra imaginar o quanto de peso seria retirado das costas de milhões de brasileiros e brasileiras que estão por aí cegos e surdo – incapazes de se desvencilhar das amarras desta política do perde-perde que está sendo cada vez mais normalizada em nosso país?

Um eleição sem a presença destes dois extremos devolveria a lucidez de que tanto necessitamos nesta hora para rearrumarmos a casa e seguirmos em frente.

A Itália passou pela operação Mãos Limpas e dela herdou Berlusconi. Um político para lá de complicado e que não se furta a participar de um escândalo, tenha o escândalo que dimensão for – de financeira a sexual. Seu maior feito: enterrar a Mãos Limpas.

Nosso Brasil passou pela operação Lava-Jato e não herdou, ao menos na política coisa muito boa por enquanto. Que ao menos as conquistas intitucionais que o país conseguiu como resposta às manifestações de 2013 parem de ser diuturnamente vilipendiadas. Já seria um grande feito.

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Adeus, Elza Soares.

Elza Soares (1930-2022)

Em 1999 ela foi eleita por uma votação da rádio BBC como a “voz do milênio”. Elza Soares nos deixou no mesmo dia em que, 39 anos atrás sua grande paixão Garrincha, se foi. Fica a voz marcante e as lições de uma personalidade forte e guerreira.

Minha jangada foi pro mar. Pra minha jogada arriscar”… (Libertação – Elza Soares, BaianaSystem, Virginia Rodrigues)

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Sobre a beleza da alma do brasileiro: comunidades do Rio de Janeiro se organizaram para suprir a deficiência do serviço dos correios no interior das favelas. É isso: onde o Estado falha, a comunidade se ajeita. E dá-lhe impostos…

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O marqueteiro João Santana demonstrou porque é mesmo mestre em tirar leite de pedra. Do pior defeito de Ciro Gomes pretende fazer ser sua melhor qualidade – a rebeldia. Vai que cola?

O aplicativo pode ser banido das eleições 2022

A Justiça Eleitoral está prestes a banir o Telegram durante o período das eleições de 2022. O aplicativo de mensagens não tem representação no Brasil e simplesmente não responde aos chamados da Justiça desde 2018. Quando se tem nas fake news o maior problema de um processo eleitoral parece mesmo não haver alternativa.

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Mais de 160 mil chaves de PIX vazaram. Apesar de os dados vazados, segundo o Banco Central não há risco de movimentações financeiras. O problema mesmo são os golpes que podem ser aplicado a partir destes dados dos usuários. Não faz muito tempo que informações sigilosas de mais de 200 milhões (!) de brasileiros vazaram. Apesar de o autor da façanha ter sido preso o estrago já havia sido feito. Tudo isto acontecendo e existe uma Lei Geral de Proteção de Dados em vigor no país…

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O Estadão nos brindou com um inspirador editorial, “O enganoso diagnóstico de terra arrasada” (18.jan), lembrando que, se nosso Estado deixa a desejar, também muito avanço já foi conseguido e que devemos preservar e proteger estes avanços. O editorial conclui que: “O diagnóstico que não vê nenhum avanço não é apenas equivocado. Ele difunde implicitamente – às vezes de maneira explícita – a mensagem de que as instituições não funcionam, de que o serviço público não funciona e de que o Estado é um fracasso”. O brasileiro precisa parar de ver apenas o que dá errado e admitir que muito avanço já foi conquistado. O perigo de ver só o que está ruim é que, assim agindo pode-se jogar a criança fora junto com a água do banho. Neste caso, a criança é nossa democracia.

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O tenista pode não participar
de torneio também na França

A Austrália mostrou porque é a Austrália. O tenista Djokovic foi mesmo deportado por não ter cumprido as normas sanitárias do país ao se negar a tomar a vacinar. País sério funciona deste jeito, as leis são cumpridas porque foram estabelecidas antes dos fatos e não se alteram diante das circunstâncias.

E Robinho foi condenado em última instância na Itália. Nove anos de prisão e multa de 60 mil euros. Parece que o atleta preferiu a segurança do Brasil a ir para lá se defender adequadamente. Agora é que não pode sair do país mesmo, vai que não volta né…

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Rio de Janeiro e São Paulo decidiram, enfim, adiar o desfile das escolas de samba para abril. Os prefeitos das duas capitais tomaram a decisão em conjunto. Duas conclusões – primeira: diferenças partidárias podem (e deveriam sempre!) agir em benefício de uma governança responsável e segunda: o feriado de Tiradentes deste ano vai ser bem animado!

Boa semana a todos.