Blog – Formação Política

FORMAÇÃO POLÍTICA

Os vencedores do primeiro turno

O movimento político conservador conhecido como bolsonarismo foi o grande vencedor das eleições gerais do Brasil em 2022. Mas, a maior das vitórias é esta: a vontade popular foi respeitada nas urnas.

O bolsonarismo ultrapassou Bolsonaro. Esse movimento foi o grande vencedor das eleições gerais do Brasil em 2022. Enquanto sua figura maior, o presidente Jair Bolsonaro (PL) terá  de enfrentar um segundo turno no qual a habilidade política de Lula (PT) em aglutinar forças irá pesar, o movimento sai fortalecido no parlamento e nos estados.

Acontece que em suas pautas, o bolsonarismo já ultrapassou Jair Bolsonaro.

O político, com o tempo e a duras penas vem aprendendo que governar é negociar – ainda que ao seu modo.

Já o movimento que nele se inspirou, parte para uma nova fase – trabalhar o parlamento, fazendo do movimento um projeto de mais longo prazo.

O Senado Federal, por exemplo, que nestas eleições irá trocar um terço de seus ocupantes, receberá uma forte guinada conservadora composta por ex-ministros e políticos ligados ao governo Bolsonaro ou ex-aliados.

São nomes como o de Damares Alves (Republicanos-DF), ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura ou Marcos Pontes (PL-SP), ex-ministro da Ciência e Tecnologia, que surpreendeu em São Paulo.

Também estão no pacote figuras que não se alinharam diretamente ao presidente, mas que podem muito bem se acomodar às pautas bolsonaristas. Hamilton Mourão (Republicanos-RS), atual vice-presidente da República, e Sérgio Moro (União-PR) aqui se encaixam.

Também antigos e novos aliados, como Magno Malta (PL-ES) ou Cleitinho (PSC-MG), irão ajudar a transformar a casa em um templo de causas conservadoras.

Já na Câmara dos Deputados, polêmicos ex-ministros de Bolsonaro encontraram guarida. O ex-ministro da saúde durante o pior momento da Pandemia de Covid-19, general Eduardo Pazuello (PL) foi o segundo mais votado no Estado do Rio de Janeiro e o ex-ministro do meio-ambiente, que mandou “passar a boiada” sobre as leis ambientais durante a pandemia, Ricardo Salles (PL) se saiu bem em São Paulo.

A nova composição da Câmara, aliás, não deixa dúvidas. Foram eleitos 273 deputados que figuram em partidos do centrão ou de extrema-direita. O Partido Liberal, do atual presidente, elegeu 99 deputados. Partidos da coligação que apoia Lula fizeram 138 deputados.

Bolsonaro também sai fortalecido no pleito para governadores. O sucesso obtido em São Paulo com Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) é sintomático e o fato de Romeu Zema (Novo-MG) ter-se definido reeleito abre possibilidade de conseguir o palanque que lhe faltou no primeiro turno, quando o mineiro preferiu manter-se longe da polarização. 

Minas foi o único estado do Sudeste onde Bolsonaro perdeu as eleições para Lula neste primeiro turno e é o segundo maior colégio eleitoral do país, além de simbólico – reza a lenda que quem vence ali, vence no Brasil.

Passado o primeiro turno das eleições e, a despeito destas conclusões, outra, ainda mais importante, faz-se necessário destacar – quem venceu foi a nossa Democracia!

Apesar de alguns eleitores terem enfrentado filas, o processo se deu sem ocorrências graves.

O processo eleitoral brasileiro transcorreu de maneira normal, sem violência, graças à dedicação e rigor com que o TSE apresentou-se diante dos desafios que lhe foram impostos.

Democracia é isso: o povo eleger seus representantes para governar porque só assim a vontade de seu povo será respeitada.

Neste sentido, nossa Democracia foi a grande vitoriosa. Que assim seja também no segundo turno.

FORMAÇÃO POLÍTICA

Hora de votar!

É chegada a hora de definir os rumos do Brasil – e o nosso destino – para os próximos quatro anos. Votar é um direito que nos exige empenho e coerência. Não é momento de vingança, é momento de esperança.

Você já escolheu o seu voto? Espero que sim, afinal de contas, o primeiro turno das eleições acontecem no próximo domingo. 

Você vai precisar escolher um candidato para presidente, governador, deputado federal, deputado estadual e um senador para representar o seu estado junto ao Senado Federal. Não é tarefa simples e depois não adianta reclamar.

Caso ainda não tenha definido seu voto, vou lhe apresentar um método de escolha que pode lhe auxiliar nesse momento. 

O método parte do princípio de que, ao escolher o seu voto você deve se pautar por critérios objetivos para a escolha dos cargos do executivo – presidente e governador. E de critérios subjetivos para a escolha dos seus representantes junto ao Legislativo.

Deste modo, para se escolher o presidente da República, por exemplo, faz-se necessário analisar como as coisas andam no nível nacional, isto é, como o Brasil está.

A política econômica está dando respostas satisfatórias para a sociedade? A educação está bem encaminhada? Como o governo tem lidado com a questão da saúde pública?

Se você acha que as coisas estão boas, então é justificável manter quem está no poder, do contrário, é chegada a oportunidade de mudar.

Isto também vale para o governador do seu estado caso haja reeleição para o cargo. Mas, caso no seu Estado o governador não for concorrer à reeleição, ainda assim ele pode estar apoiando algum outro candidato. Neste caso, trate o apoiado como se o próprio governador fosse.

Apenas lembre-se de que no Brasil as competências entre o que é responsabilidade da União, do Estado ou do Município são complexas e de que a Constituição nos fala da competência da União e dos Municípios deixando aos Estados Federados uma competência residual – portanto, considere as limitações do governador. 

Assim se tem que na saúde, por exemplo, cabe à União coordenar o SUS mas cabe ao Estado destinar as verbas. Já na educação tem-se que a Universidade é responsabilidade federal, o ensino médio do Estado e o ensino básico do Município mas cabe, sempre à União coordenar tudo através dos Ministérios, o que aumenta muito a responsabilidade do governo federal.

Já para os cargos do Legislativo sugere-se um voto mais ideológico. 

Assim, faz-se necessário uma análise subjetiva, isto é, de como você enxerga a sociedade e de como pensa que ela deve ser direcionada.  

Existem diversos testes on-line que podem ser feitos de maneira rápida na internet. Neste ano, o portal do jornal O Globo lançou um bem interessante. O teste pode ser feito clicando no botão abaixo:

Depois de sua auto-avaliação é hora de ‘encaixar’ o seu perfil ao perfil dos partidos – eles devem ‘casar’.

Já a Folha de S. Paulo nos ajudou com um trabalho incrível no qual reposicionou os partidos políticos brasileiros dentro do espectro ideológico. O trabalho pode ser acessado pelo link abaixo:

Compare o seu perfil ao dos partidos e escolha um partido para chamar de seu nesse pleito! Muita atenção também àqueles partidos que se auto-intitulam de centrão (procure na Internet quais são atualmente). O problema deles não é formarem uma ‘frente’ onde, unindo-se por serem pequenos conseguem alguma voz dentro do parlamento – isto seria justificável. O problema é que se unem para sequestrar o poder do governo em governar.

Após isto, você pode escolher um candidato que represente o partido ou, se ficar na dúvida, pode votar na legenda do partido que o voto será contabilizado para um candidato daquela agremiação que você escolheu – que mais se ‘parece’ com você!

E, por fim, um último conselho: Google nele!

Procure se informar sobre a trajetória desta pessoa, cuidando-se sempre em buscar fontes confiáveis. 

Caso seu candidato já exerça funções no Legislativo o site Ranking dos Políticos mantém informações valiosas.

Investir alguns momentos na escolha do seu voto livrará você de arrependimentos futuros. 

Afinal de contas, ainda que seu candidato não seja o eleito ou, eleito, venha a te  decepcionar, ao menos você estudou seu voto dentro das opções que lhe foram apresentadas pelos partidos – sua consciência estará em paz.

Bom voto a todos!

FORMAÇÃO POLÍTICA

Radar das eleições

O Ministro Alexandre de Moraes, atual presidente do TSE reuniu-se com representantes da Polícia Civil de todos os Estado da Federação e do DF para debater sobre a segurança durante o pleito do próximo dia 02.

Atenção especial foi dada ao cumprimento da norma que estabelece a proibição de aparelhos celulares na urna, bem como à probição do porte de armas no entorno dos locais de votação.

Reunião aconteceu dia 20, em Brasília.

*

Desde sábado, dia 17 de setembro qualquer candidato devidamente inscrito para as eleições não pode ser preso senão em flagrante delito. A medida busca evitar o afastamento de um candidato por prisão, que pode posteriormente ser revista.

A imunidade passa a valer também para os eleitores a partir do próximo dia 27 e se extende a 48 horas após as eleições.

*

Dez mil, seiscentas e dezenove pessoas se apresentaram como candidatas ao cargo de deputado federal no país. Mais de setecentos candidaturas foram consideradas inaptas pelo TSE e outras 552 ainda aguardam julgamento.

Das inaptas, 368 foram indeferidas, houveram 333 desistências e três mortes. O Pros foi o partido com o maior número de candidatos inaptos com 126, seguido pelo Agir com 49, PSDB com 40 e PRTB com 38 candidaturas sem condições de figurar nas urnas eletrônicas.

FORMAÇÃO POLÍTICA

A tradição do voto no Brasil

O Brasil possui um processo eleitoral vigoroso que, se vem sendo atacado, é exatamente por esse motivo. As urnas refletem a vontade do povo e nem sempre a vontade do povo está alinhada aos interesses dos poderosos.

A história das eleições no Brasil é longa. Isso porque ela nos acompanha desde antes de sermos um país independente. 

No Brasil se vota há muito tempo, mas o voto era circunscrito às elites.

Durante o período colonial, Portugal permitia que os governos locais – das vilas – fossem escolhidos pelos considerados “homens bons”. É verdade que o conceito de homem bom era muito restrito e diretamente relacionado ao seu patrimônio e que vem daí a patologia que ainda nos acompanha – o poder das elites na composição das casas legislativas que, por definição deveria ser a “casa do povo”.

Mas já existiam eleições para juízes, vereadores e procuradores. Esse processo foi aos poucos sendo inscrito no coração dos brasileiros.

A primeira eleição de abrangência nacional que por aqui se tem notícia se deu em 1821 quando foram escolhidos os representantes brasileiros para as Cortes de Lisboa. Eles foram escolhidos no âmbito das províncias.

Um ano após isto, o Brasil já estaria independente de Portugal. A constituição de 1824 previu eleições para vereadores, juiz de paz nos municípios, deputados para a Assembleia Provincial e para a Câmara dos Deputados.

Mas o direito a voto ainda era muito restrito – vigorava o chamado “voto censitário”, pelo qual uma pessoa precisava demonstrar suas posses para poder participar, tanto como votante como para ser candidato. Aliás, na época, isso era prática comum em vários países do mundo, hoje considerados democracias plenas. Portanto, nosso processo eleitoral estava totalmente alinhado às nações desenvolvidas da época.

Com a República o Brasil passa ao regime presidencialista e o presidente da república escolhido pelo voto popular, bem como os presidentes de província (atuais governadores de estado) e, conforme nossa tradição, os ocupantes dos postos do legislativo.

Porém, se nesse momento caiu o voto censitário, no lugar dele foi colocado algo ainda pior, o censo literário. Agora, para votar, o eleitor não precisava comprovar posses, mas não podia ser analfabeto. Acontece que o número de analfabetos no país era gigantesco.

É que, com o tempo, o valor até então exigido para ser eleitor tornara-se bem baixo, de modo que boa parte da população passou a ter acesso ao voto. Com o censo literário implementado pela República, a porcentagem de eleitores diante da população total caiu de 10% para apenas 1%. 

Reside aí um motivo pelo desinteresse de nossas elites em educar o seu povo?

O único momento em que ficamos impedidos de votar para qualquer cargo público foi durante a autocracia imposta por Getúlio Vargas entre 1937 e 1945. Mesmo durante o regime da ditadura militar votamos para os cargos do legislativo principalmente.

Atualmente, como as restrições para o voto são muito pequenas (limitando-se a questões de ordem burocrática – como não ter se alistado para as votações – ou algum impedimento por ordem judicial) observa-se que o persistente desinteresse de nossos governos e de nossa elite em negar educação ao povo só pode ser explicado pelo fato de que um povo mal instruído é melhor direcionado, abrindo uma larga avenida para os populistas de turno.

A Constituição de 1988 permitiu um aumento incrível no número de eleitores. O Brasil se orgulha de ter um processo de votação e apuração que tem sido elogiado e estudado por importantes democracias ao redor do mundo.

Minar a confiança do brasileiro em seu processo eleitoral é verdadeiro desserviço ao propósito de nos tornar uma democracia cada vez mais transparente e inclusiva. 

A não ser que alguns entendam que o brasileiro não tenha condições de escolher seus representantes – o que em si já soa a uma incoerência! – devemos respeitar o processo.

Se alguém assim pensa, que traga isso à luz para discussão, mas que pare de dissimular. Devemos nos manter atentos e fugir às ilusões. O povo brasileiro é, sim, capaz de escolher o seu caminho. As eleições são os momentos em que, ante uma encruzilhada, o povo decide para onde seguir.

Que o brasileiro esteja com a cabeça em paz na hora de votar.

FORMAÇÃO POLÍTICA

Radar das eleições

No “Dia da Democracia” o TSE fechou uma parceria com a CBF para que a paz seja preservada durante as eleições. A campanha prevê a exibição de uma urna eletrônica inflável gigante antes do início das partidas da Copa do Brasil. Estão previstos ainda o uso de uniformes com frases em defesa da democracia e um tuitaço, no dia 30 de setembro, por eleições pacíficas. Também será exibida uma faixa com os dizeres “Eleição em clima amistoso é vitória da democracia”.

Urna gigante será exposta nos jogos da “Copa do Brasil”.

Na última quinta-feira, dia 15 foi realizada a simulação do teste de integridade das urnas eletrônicas que, conforme lembrou o Ministro Alexandre de Moraes, é realizado desde 2002 – a novidade deste ano é que ocorrerá durante as eleições. O Ministro lembrou que quem dele participar não irá votar duas vezes pois o processo se dá junto com a votação normal. Serão 641 urnas que irão participar do processo. Destas, 56 estarão já com o sistema de biometria. As urnas serão espalhadas pelos 27 estados da federação.

*

Outra novidade. O eleitor será alertado, após concluir seu voto, a conferir o mesmo. Como a votação no primeiro turno envolve cinco cargos – presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual – isso ajudará a evitar equívocos.

*

O TSE mantém um serviço que previne a desinformação durante o período eleitoral. Em caso de dúvida em relação a algum conteúdo, basta enviar o link da notícia para o sistema, que pode ser acessado com um simples “oi” para o WhatsApp +55 61 9637-1078

FORMAÇÃO POLÍTICA

Museus – as estrelas da festa

Museus são locais de pensar e repensar a história. Nos permite estar de frente aos fatos e não frente a narrativas. Uma grande esperança: foram eles as verdadeiras estrelas das comemorações dos duzentos anos do nascimento do Brasil independente.

A reabertura ao público do Museu do Ipiranga, em São Paulo, marcou o ápice das verdadeiras comemorações dos duzentos anos da independência do Brasil.

Museu Paulista da Universidade de São Paulo – Museu do Ipiranga.

Inaugurado em 1895 está vinculado à Universidade de São Paulo – USP, desde 1963.

Pelas datas observa-se como o Museu está ligado à história política do Brasil. Será inaugurado apenas alguns anos antes da abolição da escravidão no país e da consequente transformação do país em um república. Era o momento de oferecer ao brasileiro uma versão mais heróica de nossa independência.

O outro momento é 1963. Às vésperas do golpe militar que solapou nossa democracia por mais de duas décadas o museu passou à administração da Universidade de São Paulo. Durante o período da ditadura militar esta universidade – e em consequência o Museu do  Ipiranga foram espaços onde o Brasil continuou a ser pensado de maneira livre, longe da ideologia que se tentava implantar à força.

Museus são lugares onde a história pode ser observada de forma mais isenta do que em livros ou outras publicações. Isso porque o espectador é colocado diante de objetos e resquícios do real. A depender do olhar – e da ideologia – é que as narrativas são construídas.

Portanto, o que se lê nos livros nada mais é do que a interpretação que o observador teve diante dos fatos revisitados. É bem verdade que a depender da montagem ou do destaque se se dê a determinado objeto a opinião do espectador pode ser modelada. Mas os fatos estão ali – nus para serem questionados.

A reabertura do Museu do Ipiranga, nesse sentido, enche o brasileiro de orgulho e de esperança. O cuidado com que o acervo foi restaurado, o zelo com o patrimônio que ali está abrigado e a pontualidade na entrega do patrimônio à população mostram que nosso país tem sim, memória, respeito à história e competência para enfrentar grandes desafios.

Já no Rio de Janeiro, após o terrível incêndio ocorrido no Museu Nacional e a consequente perda de parte do acervo daquela instituição, o restauro do edifício deve se estender até 2026 mas ao menos em seus arredores os ares já estão renovados. Exatos quatro anos após a tragédia, a fachada do Palácio de São Cristóvão e do jardim que existe em frente ao prédio foi reinaugurada. 

Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Curioso observar que também este edifício tem sua história vinculada ao ciclos políticos do Brasil.

O prédio foi a residência oficial da família real portuguesa de 1808 até 1821. Foi nele que ocorreu a primeira Assembleia Nacional Constituinte da República. Após a destituição da monarquia para lá foi transferido um acervo que remonta ao Museu Real, fundado por D. João VI em 1818.

Em 1946 passa a ser vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, um ano após a queda do regime ditatorial imposto por Getúlio Vargas que ficou conhecido como Estado Novo. Mais uma vez, um espaço de estudo e pesquisa traz em si a marca do livre pensamento.

E também das Minas Gerais vem uma boa notícia. O Museu Mariano Procópio de Juiz de Fora também foi reaberto no início deste setembro, que marca nossos duzentos anos de vida política independente. Por lá pode ser observado grande acervo do período imperial. Cartas de D. Pedro I e o quadro “Tiradentes Esquartejado” estão entre as preciosidades do local, que foi igualmente restaurado.

Pintura de Pedro Américo pode ser apreciada no museu mineiro.

Fatos como este demonstram que por mais que se tenha tentado sequestrar nossa principal data cívica, isso não aconteceu.

O resgate e a preservação de nossa história é fundamental para que o sentimento de Nação esteja e permaneça impresso em nossos corações. Isto é muito importante em momentos de tentativa de divisão social, como este que infelizmente estamos vivenciando.

Não será através de intrigas que construiremos um Brasil melhor. Será através da tomada de consciência de quem somos e do que representamos na grande arena global. 

Posto isso, preservar nosso patrimônio é fundamental.

FORMAÇÃO POLÍTICA

Relação dos candidatos aos cargos de Governador de Estado e de Senador da República – por Estado

Acre (AC)

Governador:  David Hall (Agir); Gladson Cameli (PP); Jorge Viana (PT); Mara Rocha (MDB); Marcio Bittar (União); Petecão (PSD); Professor Nilson (PSOL)

Senador:  Alan Rick (União Brasil); Dimas Sandas (Agir); Jenilson Leite (PSB); Márcia Bittar (PL); Nazareth Araújo (PT); Ney Amorim (Podemos); Sanderson Moura (PSOL); Vanda Milani (PROS)

Alagoas (AL)

Governador:  Paulo Dantas (MDB); Rodrigo Cunha (União Brasil); Fernando Coloor de Mello (PTB); Luciano Fontes (PMB); Luciano Almeida (PRTB); Cícero Albuquerque (Psol); Rui Palmeira (PSD)

Senador:  Davi Davino Filho (PP); Mário Agra (PSOL); Renan Filho (MDB); Suzana Souza (PMB); Walter do Valle (PROS)

Amapá (AP)

Governador:  Clécio (SD); Gilvam Borges (MDB); Gesiel Oliveira (PRTB); Gianfranco (PSTU); Jaime (PSD); Jairo Palheta (PCO)

Senador:  Davi Alcolumbre (União Brasil); Gilberto Laurindo (Patriota); Guaracy Batista (PTB); João Alberto Capiberibe (PSB); Marinaldo Sousa Silva (PCO); Rayssa Furlan (MDB); Sueli Pini (PRTB); Valdenor Guedes (Avante)

Amazonas (AM)

Governador:  Amazonino Mendes (Cidadania); Carol Braz (PDT); Eduardo Braga (MDB); Henrique Oliveira (Podemos); Israel Tuyuka (Psol); Nair Blair (Agir); Ricardo Nicolau (Solidariedade); Wilson Lima (União Brasil)

Senador:  Alfredo Menezes (PL); Arthur Neto (PSDB); Elissandro Bessa (Solidariedade); Luiz Castro (PDT); Marília Freire (Psol); Omar Aziz (PSD); Peter Miranda (Agir)

Bahia (BA)

Governador:  ACM Neto (União Brasil); Giovani Damico (PCB); Jerônimo Rodrigues (PT); João Roma (PL); Kleber Rosa (PSOL); Marcelo Millet (PCO)

Senador:  Cacá Leão (PP); Cícero Ribeiro (PCO); Marcelo Barreto (PMN); Otto Alencar (PSD); Raissa Soares (PL); Tâmara Azevedo (PSOL)

Ceará (CE)

Governador:  Roberto Cláudio (PDT); Elmano de Freitas (PT); Capitão Wagner (União Brasil); Serley Leal (UP); Zé Batista (PSTU); Chico Malta (PCB)

Senador:  Amarílio Proença de Macêdo (PSDB); Camilo Santana (PT); Carlos Silva (PSTU); Enfermeira Ana Paula (PDT); Érika Amorim (PSD); Kamila Cardoso (Podemos); Marcelo Mendes (Avante)

Distrito Federal (DF)

Governador: Coronel Moreno (PTB); Ibaneis Rocha (MDB); Izalci (PSDB); Keka Bagno (PSOL); Leandro Grass (PV); Leila Barros (PDT); Lucas Salles (DC); Paulo Octávio (PSD); Renan Arruda (PCO); Robson da Silva (PSTU); Teodoro da Cruz (PCB)

Senador:  Alexandre Bispo (PSDB); Damares Alves (Republicanos); Dr. Carlos Rodrigues (PSD); Elcimara Souza (PSTU); Expedito Mendonça (PCO); Flávia Arruda (PL); Joe Valle (PDT); Marcelo Hipólito (PTB); Pedro Ivo (Rede); Rosilene Corrêa (PT); Tenente Cel. Souza Júnior (DC)

Espírito Santo (ES)

Governador: Aridelmo (Novo); Audifax (Rede); Capitão Vinicius Sousa (PSTU); Claudio Paiva (PRTB); Guerino Zanon (PSD); Manato (PL); Renato Casagrande (PSB)

Senador:  Antonio Bungestab (PRTB); Carone (Agir); Coronel Lugato (DC); Erick Musso (Republicanos); Filipe Skiter (PSTU); Gilberto Campos (Psol); Magno Malta (PL); Nelson Júnior ( Avante ); Rose de Freitas (MDB)

Goiás (GO)

Governador:  Cíntia Dias (PSOL); Edigar Diniz (Novo); Gustavo Mendanha (Patriota); Professora Helga (PCB); Professor Pantaleão (UP); Ronaldo Caiado (UB); Vinícius Gomes(PCO); Vitor Hugo (PL); Wolmir Amado (PT)

Senador:  Alexandre Baldy (Progressistas); Antônio da Paixão (PCO); Delegado Waldir (União); Denise Carvalho (PC do B); João Campos ( Republicanos); Leonardo Rizzo (Novo); Manu Jacob (Psol); Marconi Perillo (PSDB); Vilmar Rocha (PSD); Wilder Morais (PL)

Maranhão (MA)

Governador:  Carlos Brandão (PSB); Edivaldo Holanda Junior (PSD); Enilton Rodrigues (PSOL); Frankle Costa (PCB); Hertz Dias (PSTU); Joás Moraes (DC); Lahesio Bonfim (PSC); Simplício Araújo (Solidariedade); Weverton Rocha (PDT)

Senador:  Antonia Cariongo (PSOL); Flávio Dino (PSB); Ivo Nogueira (DC); Roberto Rocha (PTB); Saulo Arcangeli (PSTU)

Mato Grosso (MT)

Governador:  Márcia Pinheiro (PV); Mauro Mendes (União Brasil); Moisés Franz (PSOL); Pastor Marcos Ritela (PTB)

Senador:   Antônio Galvan (PTB); Feliciano Azuaga (Novo); Jorge Yanai (DC); José Roberto Freitas (PSOL); Kássio Coelho (Patriota); Neri Geller (PP); Wellington Fagundes (PL)

Mato Grosso do Sul (MS)

Governador:  Adonis Marcos (PSOL); André Puccinelli (MDB); Capitão Contar (PRTB); Eduardo Riedel (PSDB); Giselle Marques (PT); Magno Souza (PCO); Marquinhos Trad (PSD); Rose Modesto (União Brasil)

Senador:  Anizio Tocchio (PSOL); Jeferson Bezerra (Agir); Juiz Odilon (PSD); Luiz Henrique Mandetta (União Brasil); Tereza Cristina (PP); Tiago Botelho (PT)

Minas Gerais (MG)

Governador:  Alexandre Kalil (PSD); Cabo Paulo Tristão (PMB); Carlos Viana (PL); Indira Xavier (UP); Lorene Figueiredo (PSOL); Lourdes Francisco (PCO); Marcus Pestana (PSDB); Renata Regina (PCB); Romeu Zema (Novo); Vanessa Portugal (PSTU)

Senador:  Alexandre Silveira (PSD); Bruno Miranda (PDT); Cleitinho Azevedo (PSC); Dirlene Marques (PSTU); Irani Gomes (PRTB); Marcelo Aro (PP); Naomi Coura (PCO); Pastor Altamiro Alves (PTB); Sara Azevedo (PSOL)

Pará (PA)

Governador:  Adolfo Neto (Psol); Cleber Rabelo (PSTU); Felipe Augusto (PRTB); Helder Barbalho (MDB); Major Marcony (Solidariedade); Paulo Roseira (Agir); Sofia Couto (PMB); Zequinha Marinho (PL)

Senador:  Beto Fato (PT); Elielton Lira (Avante); Flexa Ribeiro (PP); Gideon Silva (Agir); Jardel Guimarães (Podemos); João Santiago (PSTU); Manoel Pioneiro (PSDB); Sabbá (PMB); Mario Couto (PL); Paulo Castelo Branco (PROS); Renata Fonseca (PRTB)

Paraíba (PB)

Governador :  Adjany Simplício (Psol); Adriano Trajano (PCO); Antônio Nascimento (PSTU); Major Fábio (PRTB); João Azevêdo (PSB); Nilvan Ferreira (PL); Pedro Cunha Lima (PSDB); Veneziano Vital do Rêgo (MDB)

Senador:  Alexandre Soares (Psol); André Ribeiro (PDT); Bruno Roberto (PL); Efraim Filho (União Brasil); Manoel Messias (PCO); Pollyanna Dutra (PSB); Sérgio Queiroz (PRTB)

Paraná (PR)

Governador:  Adriano Teixeira (PCO); Angela Machado (PSOL); Joni Correia (DC); Professor Ivan (PSTU); Ratinho Júnior (PSD); Ricardo Gomyde (PDT); Roberto Requião (PT); Solange Ferreira Bueno (PMN); Vivi Motta (PCB)

Senador:  Aline Sleutjes (PROS); Álvaro Dias (Podemos); Carlos Eduardo Saboia Gomes (PMN); Desiree Salgado (PDT); Laerson Matias (PSOL); Orlando Pessuti (MDB); Paulo Martins (PL); Roberto França (PCO); Rosane Ferreira (PV); Sergio Moro (União Brasil)

Pernambuco (PE)

Governador:   Anderson Ferreira (PL); Claudia Ribeiro (PSTU); Danilo Cabral (PSB); Jadilson Bombeiro (PMB); João Arnaldo (PSOL); Jones Manoel (PCB); Marília Arraes (Solidariedade); Miguel Coelho (União Brasil); Raquel Lyra (PSDB); Ubiracy Olímpio (PCO); Wellington Carneiro (PTB)

Senador:  André de Paula (PSD); Carlos Andrade Lima (União Brasil); Dayse Medeiros (PSTU); Esteves Jacinto (PRTB); Eugênia Lima (PSOL); Gilson Machado (PL); Guilherme Coelho (PSDB); Roberta Rita (PCO); Teresa Leitão (PT)

Piauí (PI)

Governador:  Coronel Diego Melo (PL); Geraldo Carvalho (PSTU); Gessy Lima (PSC); Gustavo Henrique (Patriota); Lourdes Melo (PCO); Madalena Nunes (PSOL); Rafael Fonteles (PT); Ravenna Castro (PMN); Sílvio Mendes (União Brasil)

Senador:  Ajosé Fontenele (PMN); Albetiza Moreira (PCO); Don Lotti (Patriota); Egmar, Gervásio e Romildo (PSTU); George Mágno (PSOL); Joel Rodrigues (PP); Wellington Dias (PT)

Rio de Janeiro (RJ)

Governador:  Cláudio Castro (PL); Cyro Garcia (PSTU); Eduardo Serra (PCB); Juliete Pantoja (UP); Luiz Eugênio (PCO); Marcelo Freixo (PSB); Paulo Ganime (Novo); Rodrigo Neves (PDT); Wilson Witzel (PMB)

Senador:  Alessandro Molon (PSB); André Ceciliano (PT); Bárbara Sinedino (PSTU); Cabo Daciolo (PDT); Clarissa Garotinho (União Brasil); Daniel Silveira (PTB); Helvio Costa de Oliveira Telles (DC); Hermano Lemme (PCO); Hiran Roedel (PCB); Marcelo Itagiba (Avante); Raul Bittencourt (UP); Romário Faria (PL)

Rio Grande do Norte (RN)

Governador:  Antônio Bento (PRTB); Capitão Styvenson (Podemos); Clorisa Linhares (PMB); Danniel Morais (PSOL); Fábio Dantas (Solidariedade); Fatima Bezerra (PT); Nazareno Neris (PMN); Rodrigo Vieira (DC); Rosália Fernandes (PSTU)

Senador:  Carlos Eduardo (PDT); Dário Barbosa (PSTU); Freitas Júnior (Psol); Geraldo Pinho (Podemos); Marcelo Guerreiro (PRTB); Marcos Antônio (UP); Pastor Silvestre (PMN); Rafael Motta (PSB); Rogério Marinho (PL); Shirlei Medeiros (DC)

Rio Grande do Sul (RS)

Governador:  Carlos Messalla (PCB); Edegar Pretto (PT); Eduardo Leite (PSDB); Luis Carlos Heinze (PP); Onyx Lorenzoni (PL); Paulo Roberto (PCO); Rejane de Oliveira (PSTU); Ricardo Jobim (NOVO); Roberto Argenta (PSC); Vicente Bogo (PSB); Vieira da Cunha (PDT)

Senador:  Airto Ferronato (PSB); Ana Amélia Lemos (PSD); Nádia Gerhard (PP); Fabiana Sanguiné (PSTU); Hamilton Mourão (Republicanos); Maristela Zanotto (PSC); Olívio Dutra (PT); Paulo Roberto da Rosa (DC); Ronaldo Teixeira (Avante)

Rondônia (RO)

Governador:  Comendador Val Queiroz (Agir); Coronel Marcos Rocha (União Brasil); Daniel Pereira (Solidariedade); Ivo Cassol (PP); Léo Moraes (Podemos); Marcos Rogério (PL); Pimenta de Rondônia (PSOL)

Senador:  Acir Gurgacz (PDT); Claudia Moura (MDB); Dra. Rosangela Lázaro (Agir); Expedito Junior (PSD); Jaime Begattoli (PL); Jaqueline Cassol (PP); Mariana Carvalho (Republicanos); Pastor Josinelio (PMB)

Roraima (RR)

Governador:   Antonio Denarium (PP); Fábio Almeida (PSOL); Juraci Escurinho (PDT); Rudson Leite (PV); Teresa Surita (MDB)

Senado:  Bartô Macuxi (PSOL); Hiran Gonçalves (PP); Ilderson Pereira (PTB); Helder Girão (PMN); Maranhão do Povão (PDT); Maurício Costa (Patriota); Ozéas Colares (Podemos); Romero Jucá (MDB); Telmário Mota (Pros)

Santa Catarina (SC)

Governador:  Alex Alano (PSTU); Carlos Moisés (Republicanos); Décio Lima (PT); Esperidião Amin (PP); Gean Loureiro (União Brasil); Jorginho Mello (PL); Jorge Boeira (PDT); Leandro Borges (PCO); Odair Tramontin (NOVO); Ralf Zimmer (Pros)

Senador:  Afrânio Boppré (PSOL); Caroline Sant’ Anna (PCO); Celso Maldaner (MDB); Chris Stuart (PSC); Dário Berger (PSB); Gilmar Salgado (PSTU); Hilda Deola (PDT); Jorge Seif (PL); Luiz Barboza (Novo); Kennedy Nunes (PTB); Raimundo Colombo (PSD)

São Paulo (SP)

Governador:   Antonio Jorge (DC); Altino Júnior (PSTU); Carol Vigliar (UP); Edson Dorta (PCO); Elvis Cezar (PDT); Fernando Haddad (PT); Gabriel Colombo (PCB); Rodrigo Garcia (PSDB); Tarcísio de Freitas (Republicanos); Vinicius Poit (Novo)

Senador:  Aldo Rebelo (PDT); Antônio Carlos Silva (PCO); Edson Aparecido (MDB); Eliana Ferreira (PSTU); Janaina Paschoal (PRTB); Luiz Carlos Prates (PSTU); Márcio França (PSB); Marco Antonio Azkoul (DC); Marcos Pontes (PL); Ricardo Mellão (Novo); Tito Bellini (PCB); Vivian Mendes (UP)

Sergipe (SE)

Governador:  Alessandro Vieira (PSDB); Antônio Claudio (DC); Aroldo Félix (UP); Elinos Sabino (PSTU); Fábio Mitidieri (PSD); Niully Campos (PSOL); Rogério Carvalho (PT); Valmir de Francisquinho (PL)

Senador:  Airton Costa (DC); Danielle Garcia (Podemos); Eduardo Amorim (PL); Heraldo Goes (PSTU); Henri Clay Andrade (PSOL); Laércio Oliveira (PP); Valadares Filho (PSB)

Tocantins (TO)

Governador:  Carmen Hannud (PCO); Coronel Ricardo Macedo (PMB); Dr. Luciano de Castro (DC); Irajá Silvestre (PSD); Karol Chaves (PSOL); Paulo Mourão (PT); Ronaldo Dimas (PL); Wanderlei Barbosa (Republicanos)

Senador:  Andreia Schmidt (PMB); Ataídes de Oliveria (PROS); Carlos Amastha (PSB); Claudemir Lopes (Patriota); Guaracy Batista (Avante); João Vilela (PT); Kátia Abreu (PP); Lazara Castro (DC); Lúcia Viana (Psol); Maria Auxiliadora Rezentede (União Brasil); Mauro Carlesse (Agir); Vanderlan Gomes (PRTB)

FORMAÇÃO POLÍTICA

Brasil, 200 anos.

Nos duzentos anos de nossa independência o povo brasileiro tem muito a comemorar e uma armadilha a evitar – a ilusão da ‘solução fácil’.

Nosso grito de independência muitas vezes é ridicularizado. Por quê?

O Estado brasileiro foi constituído para não dar certo. Um grande e riquíssimo território comandado por uns poucos que, através de recursos cada vez mais sofisticados mantém todo um povo em profundo estado de letargia.

Enquanto colônia de Portugal, nossa metrópole se recusou a oferecer educação aos que aqui estavam. Os que podiam, iam estudar nas universidades de Portugal. 

Universidades aqui? Nem pensar! 

O Brasil terá sua primeira universidade somente quase trezentos anos depois do México e do Peru, por exemplo.

Mais tarde o Marquês de Pombal, preocupado com o desenvolvimento da educação que os jesuítas estavam aqui promovendo, aproveitou-se das reformas que estava implementando em Portugal para encerrar com a colaboração que estes religiosos estavam dando à educação – e ao futuro do Brasil.

Isso explica nossa deficiência educacional – mesmo após o Brasil ter se constituído como Nação independente e mesmo após ter se tornado República, nossa educação ainda claudica. 

Nossas elites não confiam em seu povo e temem educá-los. Porque educação significa, antes de tudo, retirar o véu da alienação que mantém o povo preso a artimanhas que os fazem votar. Isso é o que importa – o voto popular.

O Brasil possui longa tradição de eleições. O brasileiro gosta de votar. Aprendeu isso ainda nos tempos de colônia. Isso, curiosamente, Portugal nos permitiu.

Mas o brasileiro é um povo resiliente.

Mesmo tendo saído com quase três séculos de atraso, hoje, entre as dez melhores universidades da América Latina, sete são brasileiras.

E, para um povo que tem um governo e uma elite que prefere enfatizar o lado ruim da sociedade até que o brasileiro tem se saído muito bem.

A auto-imagem do brasileiro que é vendida dentro do próprio país é a de um sujeito não confiável, um indivíduo que procura burlar a lei quando pode – o jeitinho brasileiro

Na verdade, se trata de um povo órfão de estado, e todo órfão sabe que precisa se garantir porque não pode contar com mais ninguém para defendê-lo, isto é, para proteger os seus direitos. E isso implica em outro grave problema – o imediatismo.

Essa é a nossa atual condição. Infelizmente os mais empobrecidos não confiam na Justiça.

Mesmo assim, passados duzentos anos de nossa independência política, a despeito dos problemas – crônicos e atuais -, ainda assim temos o que comemorar.

O país conseguiu se organizar em um grande território e, diferentemente do que ocorreu com a América espanhola que se dividiu em diversos países, aqui a unidade foi preservada.

As conquistas vieram muito lentamente, mas vieram. Somos uma nação multirracial, o que se apresenta como um grande ativo para o futuro. 

Povos precisam aprender a conviver com o diferente devido aos efeitos da globalização que, iniciada na economia tende a se espraiar por todas as áreas do interesse humano. 

Nós já nascemos multirraciais e, apesar do racismo estrutural que, infelizmente existe, ainda assim nossa sociedade sabe conviver bem com o diferente e, conforme estas atitudes vão sendo expostas, o brasileiro saberá detectá-las e aprender a evitá-las.

Quanto ao futuro, cabe ao brasileiro não acreditar mais em soluções mágicas e receitas prontas.

Observe – sempre que avanços se apresentaram, mentiras são criadas e fatos são forjados  para barrar esses avanços e evitar a verdadeira emancipação do povo brasileiro. Isso se torna mais perigoso agora, em tempos de fake news.

Não existe regra mágica nem um messias que de uma hora para outra acabará com nossas mazelas. Os passos necessários devem ser respeitados, evitando-se a todo o custo os atalhos – eles só nos trarão de volta ao mesmo lugar – o do subdesenvolvimento.

Não precisamos ser os melhores em tudo, mas um gigante como o Brasil não pode se conformar em ser tão mal avaliado em vários indicadores sociais – temos plenas condições de ser um país de renda média em poucos anos – e a partir daí sim, sonhar pertencer ao clube das nações mais desenvolvidas do planeta.

O fato é que – se nossas elites insistem em preferir manter o povo ignorante e necessitado de ajuda o “basta!” deve ser dado com resiliência. Manter-se firme no caminho democrático é um passo essencial – nada de quebra de sistema. 

Não acreditar em soluções fáceis – porque essa é uma armadilha pela qual o brasileiro vive caindo.

Passados duzentos anos de nossa liberdade política, é hora de investirmos na verdadeira liberdade de seu povo.

Chegou a hora de dizer: o Brasil é dos brasileiros e é o seu povo, através da democracia, quem deve ditar as regras.

FORMAÇÃO POLÍTICA

Radar das eleições

Há exatos trinta dias do primeiro turno foi realizada nesta sexta a cerimônia de assinatura digital e lacração das urnas eletrônicas. Na prática, isso significa que as urnas estão prontas para o processo eleitoral. O atual presidente do TSE Ministro Alexandre de Moraes comemorou o destaque que foi dado ao evento. Para ele isso só deixa o processo ainda mais transparente.

Ministro enfatizou que a única coisa secreta no processo eleitoral é o voto do eleitor.

A CNBB – Confederação Nacional dos Bispos do Brasil também se manifestou a favor da Democracia e lançou nesta sexta-feira, dia 02 um manifesto contra a ruptura da ordem institucional. Segundo o documento “Tumultuar o processo político, fomentar o caos e estimular ações autoritárias não são, em definitivo, projeto de interesse do povo brasileiro”.

*

O eleitor não poderá entrar na cabine de votação com o celular. De acordo com resolução do Tribunal Superior Eleitoral o aparelho deverá ser deixado, desligado, com o mesário e este o restituirá ao seu dono após ocorrido a votação. O eleitor que se negar a deixar o aparelho nessas condições não poderá votar.

*

O TSE confirmou a impossibilidade de Roberto Jefferson (PTB) concorrer a qualquer cargo público até 2023 por condenações no mensalão. Desta maneira, indeferiu sua candidatura à presidência. O partido poderá lançar novo candidato em substituição a Jefferson, que já adiantou que não irá recorrer da decisão.

FORMAÇÃO POLÍTICA

Radar das eleições

Após insistência do Ministério da Defesa, o TSE – Tribunal Superior Eleitoral concordou em efetuar um novo tipo de teste das urnas eletrônicas, esse acompanhado por eleitores e nos locais de votação. Porém, a corte eleitoral não confirmou se esses testes serão realizados já nas eleições de outubro.

*

O TSE proibiu a presença de pessoas armadas nos arredores das seções eleitorais. A proibição entra em vigor 48 horas antes do início das eleições e se prolonga para 24 depois de terminado o pleito. Ficou definido um raio de 100 metros a partir da seção eleitoral para que ninguém possa circular armado. A decisão foi unânime e, nas palavras do Ministro Ricardo Lewandowisk “armas e votos não se misturam”.

*

O RenovaBR, que nas eleições de 2018 elegeu o senador Alessandro Vieira (Rede-SE), além de nove deputados federais, a maioria deles pelo partido Novo, deve lançar para essas eleições gerais 358 candidatos, essencialmente para os cargos do legislativo. Serão 173 candidatos a deputados estadual e 163 candidatos a deputado federal.

Objetivo do movimento é preparar novas lideranças políticas para o país.